Apesar de tocar em uma das bandas mais pesadas da história, Geezer Butleré conhecido por ser um cara da paz.

Mesmo assim, ele acabou preso em 2015 por uma briga de bar. O curioso (e preocupante) incidente se deu após uma noite de bebedeira, mas teve um grande fator agravante — que só foi revelado mais de um ano depois do acontecimento.

Segundo uma entrevista concedida à revista Classic Rock, ele perdeu a cabeça ao lidar com um “bêbado nazista”. Butler, que estava na famosa região de Death Valley, na Califórnia, afirmou que teve que ouvir um discurso antissemita e, consequentemente, sua mão “meio que encontrou” o queixo do rapaz.

Abaixo, você pode ver a transcrição completa da fala do baixista do Black Sabbath sobre o episódio. Vale lembrar que, pelo menos até aquele momento, a confusão fez com que ele largasse o álcool.

Geezer Butler e o relato sobre o “bêbado nazista”

Minha cunhada havia morrido, e eu tinha ido para o Death Valley na Califórnia só para fugir de tudo isso. Não só isso, tudo — Natal, Ano Novo, essas coisas.

Eu desci para a lojinha do hotel, e tinha um belo bar temático de Faroeste lá. Eu pensei: ‘Já que estou aqui, vou beber uma antes de ir dormir’. Foi a cerveja mais forte que eu já tomei na minha vida.

De repente, esse cara começa a falar um monte sobre alguma coisa. Ele era, tipo, um rapaz bêbado nazista. Ele me reconheceu, e por eu estar na indústria da música ele começou a falar sobre judeus e tudo mais — judeus isso, judeus aquilo. Minha mulher é judia. E eu ouvi até meu limite. aí minha mão meio que encontrou seu queixo. Eu lhe dei um [soco].

Eu estava totalmente perdido naquele momento. Eu não sei o que aconteceu, mas em um minuto eu estava no bar, no próximo eu estava sendo preso. Eu acordei na cadeia. Isso foi ruim o suficiente, mas acordar com uma ressaca foi horrível. Eu estava totalmente envergonhado. Eu deveria só ter andado. Mas quando você fica ‘p da vida’ você não sabe o que está fazendo.

A ironia é que era o ‘Janeiro seco’ na Inglaterra, então eu nem ia beber. E era tipo 28 de Janeiro, então ficou tão perto [risos]. Mas eu não bebi mais desde então.

Altas emoções para um senhor de (à época) 65 anos, hein?