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Category Archives: Girls News

Mulheres com profissões ‘fora do padrão feminino’ afirmam: ‘Somos capazes de tudo’

O tempo de se escutar que “lugar de mulher é na cozinha” ou que “mulher é o sexo frágil” já passou. Diariamente, em todos os lugares e ambientes, as mulheres têm provado que são capazes de tudo.

No mercado de trabalho, por exemplo, tem sido cada vez mais crescente e encorajada a presença das mulheres em profissões que antes eram atribuídas, em sua maioria, aos homens.

Na raça e na coragem, elas executam suas funções com maestria, comprovando que o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo, 8 de março, é totalmente merecido, com muitos exemplos a serem seguidos.

Leiturista

Desempregada, Sara Paula Ribeiro da Cruz, de 30 anos, foi até uma agência para retirar a segunda via de sua conta de energia elétrica. Lá, questionou uma funcionária a respeito de vagas de trabalho e soube que o local estava com oportunidade disponível para o cargo de leiturista.

“Eu não sei o que se faz neste trabalho, mas vou deixar um currículo”, disse Sara. Pouco tempo depois, estava contratada e exercendo a função.

Quando iniciou no cargo, foi um pouco difícil, pois somente homens atuavam na área em Presidente Prudente (SP).

“Para os meninos me aceitarem, foi um pouco difícil, principalmente por ser um trabalho onde a maioria é homem que atua. Foi um pouco estranho até acostumarem, mas, com jeitinho, fui conquistando a amizade e o respeito de todos. Para eles também foi uma surpresa, pois não estavam habituados a ver uma mulher exercendo a profissão”, contou Sara ao G1.

Sara atua como leiturista em Presidente Prudente — Foto: Arquivo/Energisa

Sara atua como leiturista em Presidente Prudente — Foto: Arquivo/Energisa

Se antes ela não conhecia a função de leiturista, aquele que é encarregado de ler as marcações de consumo de água, gás e luz nas residências e nos imóveis dos consumidores, hoje ela é apaixonada pelo que faz, principalmente, pelo reconhecimento da empresa pela qual atua e da população.

“Muita gente, quando me vê atuando, comenta: ‘Você é a única mulher que vejo fazendo esse trabalho’. Sempre que vou em bairros novos as pessoas me parabenizam, dizendo que estão sempre acostumadas com homens atuando na área. É realmente uma surpresa para todos”, expõe a leiturista.

Mãe de dois filhos, um deles veio quando Sara já estava no cargo e ela afirmou ao G1 que esse foi um dos momentos mais marcantes de sua carreira.

“Fiz um exame de rotina e descobri que estava grávida, não estava esperando, foi tudo muito marcante. Um misto de sensações, principalmente, de ser dispensada do trabalho. Mas nada disso aconteceu. Foi um desafio, que acabou me surpreendendo. Trabalhei até os seis meses de gestação nas ruas”, relembrou.

Para as mulheres que estão em busca de superar desafios e de se encaixar onde ninguém acredita que seja possível, Sara deixa seu recado:

“Nunca desistam de seus sonhos, tudo o que desejamos nós conseguimos, principalmente com humildade e simplicidade. Vamos em busca do nosso espaço, independentemente da profissão que exercemos, acreditando sempre que podemos tudo, porque nós podemos”.

Akico trabalha na produção de hortaliças  — Foto: Cedida

Akico trabalha na produção de hortaliças — Foto: Cedida

Produtora rural

A luta das mulheres para conquistar seu espaço no mercado de trabalho e a busca por uma sociedade mais igualitária é algo que vem sendo construído ao longo de anos e hoje é possível notar uma grande diferença, inclusive, na agricultura.

As mulheres deixaram de ser ajudantes e tornaram-se produtoras rurais, uma conquista que demandou e demanda muita luta.

Aos 57 anos, nascida em Rancharia (SP), Akico Sato Garcia, trabalha em um sítio que fica na Rodovia Júlio Budiski (SP-501), em Álvares Machado (SP).

Com nove anos, perdeu a mãe e teve de começar a ajudar o pai, cuidando da casa. Quando fez 13 anos, Akico viu o pai dar início ao cultivo de hortaliças para sustentar os seis filhos. A partir daí, foi aprendendo o trabalho e, desde então, atua na área.

Dos 21 aos 24 anos, Akico trabalhou como escriturária, se casou, se mudou de cidade, foi dona de casa e comerciante. Quando completou 37 anos, resolveu retornar a Presidente Prudente, para ajudar sua madrasta a cuidar de seu pai.

“Quando voltei, o sítio do meu pai estava desocupado, foi quando comecei a cultivar hortaliças e entregar no comércio”, contou a produtora rural ao G1.

Akico trabalha na produção de hortaliças  — Foto: Cedida

Akico trabalha na produção de hortaliças — Foto: Cedida

Ingressar na área não foi tarefa fácil, mas ela não desistiu.

“O trabalho exige muito, enfrentamos sol, fortes chuvas e frio. Esses fatores, para quem trabalha no campo, dificultam nosso dia a dia”, acrescentou Akico.

Entre as batalhas enfrentadas por ela, Akico revelou ao G1 que a mais difícil foi durante a mudança de propriedade.

“Recomeçar, até deixar tudo da forma que era antes, foram pelo menos dez anos de luta”, disse.

A produtora está há cerca de 20 anos no trabalho com as hortaliças e afirmou ser muito gratificante colher aquilo que é plantado e cuidado por ela.

“O que posso dizer para todas as mulheres é que, com amor e dedicação, nós conseguimos vencer todos os obstáculos que aparecem, com a certeza de que todo trabalho é digno. Sinto muito orgulho do meu”, enfatizou a produtora rural.

Jeniffer trabalha como bombeira há quatro anos — Foto: Cedida

Jeniffer trabalha como bombeira há quatro anos — Foto: Cedida

Bombeira

“Soldado, sentido”, não neste caso, pois aqui é “soldada”.

Atuante na estação do Corpo de Bombeiros, em Rancharia, Jeniffer Hain Martins, de 31 anos, está na profissão há quatro anos.

“Acho que nasci bombeira [risos]. Sempre tive muita empatia pela vida, não há nada mais prazeroso no mundo do que ajudar o próximo, seja quem for, vida humana, animal ou vegetal. Tive a certeza de que havia feito a escolha certa quando atuei em primeira ocorrência, onde ajudei a retirar uma senhora presa nas ferragens de um veículo. Ela apertava tão forte minha mão, como se eu fosse seu porto seguro, e me pedia para que não soltasse. Ali eu senti um orgulho imenso de pertencer ao Corpo de Bombeiros”, contou Jeniffer ao G1.

Apesar de não ser tão a atuação de mulheres na área, Jeniffer afirmou que, ao ingressar na carreira, contou com muito apoio de seus comandantes homens.

“Tive muito apoio dos meus comandantes no início da carreira. Não sofri preconceito de meus irmãos de farda. O serviço do Corpo de Bombeiros é mais braçal, devido a isso, minha dedicação é maior com meu condicionamento físico, para não deixar a desejar em nada”, falou a profissional.

Atuar na profissão sendo mulher deixa as pessoas “maravilhadas”, segundo Jeniffer.

Jeniffer trabalha como bombeira há quatro anos  — Foto: Cedida

Jeniffer trabalha como bombeira há quatro anos — Foto: Cedida

 

 

Fonte: G1

Por que mulheres vivem mais do que homens, segundo a ciência

Gatos, cães, humanos… Qualquer que seja a espécie, as fêmeas geralmente vivem mais. Mas não é uma questão de sexo, mas de cromossomos. Gatos, cães, macacos, humanos… Quaisquer que sejam as espécies, no reino dos mamíferos, as fêmeas tendem a viver mais do que os machos. No caso dos pássaros, a situação é inversa. Mas por quê? Um grupo de pesquisadores australianos afirma ter decifrado o mistério: não se trata de sexo, mas de cromossomos. De acordo com um estudo publicado na quarta-feira pela revista científica Biology Letters, ter duas cópias do mesmo cromossomo está associada a uma vida útil mais longa, sugerindo que a segunda cópia ofereceria um tipo de efeito protetor.

Todas as células contêm cromossomos que carregam longos fragmentos de DNA. Na maioria das espécies, os machos têm um cromossomo sexual menor que as fêmeas: os machos têm um cromossomo X e um cromossomo Y, enquanto as fêmeas têm dois X. “O sexo com o menor cromossomo realmente tende a morrer antes, em uma ampla gama de espécies”, explica Zoe Xirocostas, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de New South Wales, na Austrália. Em aves, os machos vivem em média mais tempo, mas isso ocorre porque eles têm dois cromossomos Z, enquanto as fêmeas têm um cromossomo Z e um W.

229 espécies estudadas Os resultados do estudo mostraram que pessoas com dois cromossomos do mesmo sexo vivem em média 17,6% a mais do que aquelas com dois cromossomos diferentes ou com apenas um. Segundo os pesquisadores, essas descobertas representam “uma etapa crucial na descoberta dos mecanismos subjacentes que afetam a longevidade” e podem abrir o caminho para encontrar “maneiras de prolongar a vida”. “Podemos esperar mais respostas ao longo de nossas vidas”, dizem. A equipe comparou dados sobre cromossomos sexuais e expectativa de vida em 229 espécies de animais, incluindo mamíferos, pássaros, peixes e até insetos. As espécies hermafroditas e aquelas cujo sexo é influenciado por condições ambientais, como a tartaruga verde (Chelonia mydas), não foram levadas em consideração.

Maior expectativa de vida As mulheres vivem mais que os homens em todos os países do mundo. Segundo dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em abril do ano passado, as mulheres vivem pelo menos 1,4 anos a mais que os homens, embora existam regiões em que essa diferença supere 3 anos. Em alguns países da América Latina, essa diferença é ainda maior. No México, por exemplo, a expectativa de vida de um homem ao nascer é de 74 anos, enquanto as mulheres podem viver 79,2. No Brasil, a diferença se repete. Segundo o IBGE, a expectativa de vida das mulheres é de 79,9 anos – já a dos homens é de 72,8 anos. Os números também apontam que as pessoas de países de baixa renda vivem 18 anos a menos, em média, do que aquelas que residem em países mais ricos. Por exemplo, de acordo com dados da OMS, na Austrália não apenas se vive mais, mas a diferença entre homens e mulheres é menor. Os australianos têm uma expectativa de vida de 81 anos, enquanto as mulheres do país geralmente vivem até 84,8.

 

Fonte: Uol

Você sabe sobre os tipos de provas de assédio?

Primeiro a gente precisa saber o que pode ser usado como prova, né?

•Fotos/Vídeos
•Testemunhas
•”Conversas de Whatsapp/ mensagens
•Emails
•Gravações de câmera de segurança
•Gravações de conversa, em alguns casos*
Vai depender do tipo de assédio pra algumas provas seres admitidas ou não!

Nos casos de assédio no trabalho, compartilhe com outra funcionária de confiança o que está acontecendo e peça para que ela fique atenta. Assim, ela pode ser testemunha em eventual processo. Anote os dias e horários em que o assédio aconteceu. As câmeras de segurança podem ter registrado o momento. Nesses casos, muitas vezes é necessário que o assédio tenha acontecido mais de uma vez. Por isso, é importante que você tenha registrado quando os assédios ocorreram. .

Nos casos de assédio de rua e importunação sexual, procure chamar a atenção das pessoas ao redor pra que elas possam ser testemunhas. Não tenham vergonha. Anotem o local e horário que aconteceu, podem existir câmeras de segurança na rua que podem ter registrado e servir de prova. Se conseguir, tire ou peça pra tirar fotos ou gravar vídeos do agressor. *Gravar conversas pode servir como prova desde que você esteja participando da mesma. Mas é preciso cuidado, algumas jurisprudências não aceitam esse tipo de prova e é mais interessante consultar uma advogada antes de produzir essa prova.

 

Fonte: Mulheres Históricas

O medo de uma mulher

Roxane Gay nasceu em 28 de outubro de 1974 em Nebraska nos EUA. Hoje ela é escritora, professora, editora e comentarista. É autora da coleção de ensaios best-sellers do The New York Times, Bad Feminist (2014), bem como a coleção de contos Ayiti (2011), o romance An Untamed State (2014), o conto coleção Difficult Women (2017), e o livro de memórias Hunger (2017).
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No entanto, para chegar onde chegou, Roxane Gay precisou lutar veemente contra a sórdida lembrança de uma pré-adolescência massacrada por um estupro coletivo que sofreu por um rapaz (que ela amava) e seu amigos. .

Roxane Gay e a comida como defesa diante do estupro
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O trauma sofrido, na realidade, jamais poderá ser superado completamente. Quem já sofreu abuso sexual e/ou violência doméstica sabe disso muito bem. É como perder todos os dentes, você sabe que não morrerá por isso, mas nunca mais conseguirá sorrir com confiança. No caso de Roxane, o medo de sofrer de novo um estupro a levou  a desejar ser “repulsiva” (palavras dela mesma) a fim de não correr risco à violência sexual. Então ela passou a utilizar a comida como cura para as feridas da sua alma. Ela escolheu comer para se anular diante do mundo. A comida se transformou em sua muralha e o sobrepeso como se fosse placas de advertência de em torno de si. Quanto mais comia, mais segura se sentia.
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. “Sabia que eu não seria capaz de suportar outro estupro como aquele, de modo que comi porque pensei que, se o meu corpo se tornasse repulsivo, poderia manter os homens longe, seria mais desprezível, e já conhecia muito bem o seu desprezo”. Roxane Gay .

Em seu livro “Fome, Memórias do meu Corpo”, ela rompe o seu silêncio e incentiva o resto das mulheres a fazer o mesmo. Roxane ensina como deixou de se odiar, porque aprendeu que aquilo que aconteceu não foi sua culpa.
Via portal raízes
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Esse texto vai nos mostrar o desespero de uma mulher que foi brutalmente violentada e utilizou a gordofobia do mundo achando que estava protegida.
A compulsão alimentar também desencadeia muitos problemas de saúde e pode levar ao ganho de peso de forma não saudável. E a gordofobia também atrapalha esses casos que precisam de cuidado humanizado sem demonização.

 

Fonte: Mulheres Históricas

Mileva Maric “Einstein”?

Vocês conhecem a história de Mileva Maric “Einstein”? Ela foi a primeira esposa de Albert Einstein, um dos grandes cientistas da nossa história. Porém, ela também era cientista, se conheceram como colegas de classe. Ele era conhecido como um aluno mediano e preguiçoso. Ela era conhecida uma excelente aluna e o ajudava nas tarefas. Casaram. Tiveram filhos. Ela se afastou da ciência por ter que cuidar do lar, do marido e dos filhos, enquanto Albert, um homem, ascendeu pela condição de exploração doméstica e materna de Mileva. .

Mileva foi uma matemática sérvia. Em 1896 entrou na Universidade de Zurique para estudar medicina. Entretanto no mesmo ano mudou para o Polytechnikum de Zurique (renomeado ETH em 1911) para estudar física e matemática, onde conheceu Einstein. Mileva servia como uma espécie de caixa de ressonância para as ideias científicas de Einstein e checava a parte matemática de seus artigos, mas o relacionamento enquanto casal acabou se deteriorando. Mas por quê? .

Que a Teoria da Relatividade é mérito de Einstein, ninguém duvida nem discute. Mas, recentemente, estudiosos mundo afora têm levantado uma dúvida: de qual Einstein estamos falando? Albert Einstein ou Mileva Maric Einstein?
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É que o estudo mais cuidadoso das cartas trocadas entre ele e sua primeira esposa dão indícios de que ela pode ter contribuído muito mais para as teorias do famoso cientista do que se acredita. Há versões inclusive romantizadas da história que atribuem toda a inspiração da Teoria da Relatividade ao luto vivido por Maric após a perda da primeira filha do casal, como contado em Senhora Einstein: A história de amor por trás da Teoria da Relatividade, de Marie Benedict (Única Editora).
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Ele publicou a primeira versão da célebre teoria. Nela, o nome de Maric aparece como coautora, algo que desaparece nas versões seguintes. Com base nisso e na correspondência trocada pelo casal, na qual Einstein se refere à teoria como “nossa teoria”, historiadores levantam dúvidas sobre o papel de Maric nas criações.”

 

Fonte: Mulheres Históricas

As brasileiras que sequenciaram o genoma do coronavírus

Enquanto a média em outros países tem sido de 15 dias, pesquisadores brasileiros sequenciaram o genoma do coronavírus apenas dois dias após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil. Os resultados foram produzidos por equipes do Instituto Adolfo Lutz, que confirmou o diagnóstico de um paciente na quarta-feira (26), e pelas universidades de São Paulo (USP) e Oxford, na Inglaterra.

O genoma corresponde a todas as informações hereditárias do vírus que estão codificadas em seu DNA. “Ao sequenciá-lo, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Sabemos que o único caso confirmado no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”, disse à Agência Fapesp Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP.

Ester coordena o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde), que estuda em tempo real epidemias de arboviroses, como dengue e Zika. Segundo ela, o objetivo do trabalho é produzir respostas que ajudem os serviços de saúde em testes diagnósticos e no desenvolvimento de vacinas.

Desde os primeiros casos na Itália, a equipe de Ester Sabino treinou pesquisadores para usar uma tecnologia de sequenciamento conhecida como MinION, que já é usado para monitorar a evolução do vírus Zika nas Américas.

Assim, o sequenciamento do genoma do coronavírus foi conduzido por pesquisadores coordenados por Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da agência de fomento Fapesp. Ela desenvolve pesquisas sobre o mapeamento do Zika no Brasil. Ao lado dela, estava Claudio Tavares Sacchi, do Instituto Adolfo Lutz.

 

Fonte: Abril

A primeira jornalista profissional do Brasil

Narcisa Amália de Campos (São João da Barra-RJ, 3 de abril de 1852 — Rio de Janeiro, 24 de junho de 1924) foi uma poetisa, escritora e jornalista brasileira. Foi a primeira mulher a trabalhar como jornalista profissional no Brasil. Movida por forte sensibilidade social, combateu a opressão da mulher e o regime escravista. Segundo Sílvia Paixão, “um dos raros nomes femininos que falam de identidade nacional” e busca sua própria identidade “numa poética uterina que imprime o retorno ao lugar de origem”. Colaborou na revista A leitura (1894-1896) e, bem a frente de seu tempo, escreveu muitos artigos de cunho feminista e republicano.

 

Fonte: Mulheres Históricas

Primeira Tatuadora

Maud Stevens Wagner nasceu em Kansas, em fevereiro de 1877. Antes de ser tatuadora, ela era artista de circo (trapezista e contorcionista) e trabalhou em diversos espetáculos que viajavam o país. Em 1904, em uma dessas viagens para apresentação como trapezista, ela conheceu Gus Wagner, ​​um tatuador que se promovia como “o homem artisticamente mais marcado na América”. Alguns anos mais tarde eles se casaram. Juntos, eles tiveram uma filha, Lovetta, que começou a tatuar quando tinha nove anos! Ao contrário de sua mãe, porém, Lovetta não se tornou uma “cobaia” para testar o trabalho de seu pai. Maud havia proibido o marido de tatuar a filha. Anos depois, Gus morreu e Lovetta decidiu que, se ela não podia ser tatuada pelo próprio pai, ela não iria ser tatuada por nenhuma outra pessoa. Mesmo assim, ela seguiu os passos da família virou tatuadora, mas nunca teve uma tattoo em seu corpo. Lovetta fez sua última tatuagem em 1983, em um dos artistas mais queridos de Sailor Jerry, Don Ed Hardy. Como uma aprendiz de seu marido, Maud aprendeu a técnica tradicional chamada de “handpoked”, no qual o desenho é criado ponto por ponto sem o uso de máquinas, totalmente artesanal, mesmo depois de já terem inventado a máquina elétrica. Ela então começou a testar as técnicas em sua própria pele, além de ter sido tatuada pelo seu marido. Juntos, os Wagners foram os dois dos últimos artistas que trabalharam com a técnica tradicional feita à mão nos Estados Unidos, sem o auxílio de máquinas modernas. Maud Wagner foi então, a primeira mulher reconhecida como tatuadora nos Estados Unidos. Gus Wagner, o primeiro tatuador a usar uma máquina elétrica. Infelizmente não há muitas fotos sobre o trabalho de Maud. As tatuagens dela eram típicas da época ela mesmo tinha desenhos patrióticos e animais na pele, como macacos, borboletas, leões, cavalos, cobras, árvores, mulheres, além de ter seu próprio nome no braço esquerdo. .

Maud faleceu em 30 de janeiro de 1961, aos 83 anos, sem ter visto a queda do preconceito na tatuagem, coisa que tanto almejava.

 

Fonte: Mulheres Históricas

Obsessão por ser feliz está nos tornando ansiosas e depressivas

Reflexões sobre felicidade são antigas na história da humanidade. Estão até na obra de grandes filósofos gregos, como Platão e Aristóteles. Aliás, o conceito aristotélico de eudaimonia – condição de bem-estar originada no desenvolvimento pleno das potencialidades de cada um a serviço do bem comum – é ainda hoje estudado e central nas pesquisas sobre o que nos faz felizes. Vamos voltar a ele mais adiante. O que é recente é essa ideia intrusiva de que precisamos buscar a felicidade a todo instante – tem muito a ver com o processo produtivo de rendimento máximo surgido após a Revolução Industrial e cada vez mais intensificado pelo capitalismo.

De tão onipresente, tornou-se ela mesma causa de infelicidade. “Hoje, existe o conceito de uma felicidade permanente que depende exclusivamente de nós mesmos. Se ela acontece, era o esperado. Quando ela não vem, vira causa de culpa, inadequação. Faz as pessoas questionarem onde erraram”, explica o psicanalista Christian Dunker, professor da Universidade de São Paulo. A psicóloga e mestre zen-budista monja Kokai concorda. “Se você é infeliz, fracassou. Se não teve sucesso nos negócios, fracassou. Toda a culpa é do indivíduo. Isso é massacrante”, diz.

Foi exatamente essa sensação que levou a bancária gaúcha Bruna Teixeira, 31 anos, para a terapia. “Projetava coisas demais para o futuro e deixava o hoje de lado”, relata. “É complicado mudar essa lógica porque é muito difícil não criar expectativas”, completa. Bruna conta que chegou a se sentir em dívida até mesmo com a terapeuta e se desculpou porque não estava cumprindo as tarefas planejadas durante as sessões da terapia cognitivo-comportamental (TCC). Diante das redes sociais, o sentimento de insatisfação é amplificado. “No Instagram, essas influenciadoras digitais têm corpos maravilhosos e querem vender tratamentos estéticos. Falam de exercícios com personal e dieta com nutricionista. Elas postam fotos de seus relacionamentos perfeitos. É o que mais me deixa ansiosa, sabe?”, desabafa.

O impacto das redes sociais na saúde mental já virou uma preocupação nos consultórios. Pesquisadores da Royal Society para a Saúde Pública da Grã-Bretanha entrevistaram cerca de 1,5 mil jovens com idade entre 14 e 24 anos sobre 14 pontos relativos ao bem-estar. Em seguida, as plataformas foram ranqueadas em termos de efeitos positivos e negativos. Resultado: o Instagram, que deixa Bruna ansiosa, foi a rede social com pior impacto na saúde mental dos participantes. Outra pesquisa, feita com cerca de 1 milhão de pessoas pelo Moment, aplicativo que monitora como são utilizados os smartphones, também relacionou o uso exagerado do Instagram a problemas como distúrbios do sono, ansiedade, depressão, solidão e distorção da imagem corporal. Na enquete realizada, 63% dos que passavam mais de uma hora por dia nessa rede social relataram se sentir infelizes.

Ponto de vista

Não é à toa que isso ocorre. Segundo Dunker, a felicidade depende da forma como interpretamos e julgamos a felicidade alheia. “Se seu parâmetro é Auschwitz, estar vivendo fora de um campo de concentração e em um mundo que condena o nazismo é motivo de felicidade”, diz o psicanalista. Mas, se seu parâmetro é a vida dos famosos, você está em apuros. Embora se comparar faça parte do modo como construímos a nossa felicidade, há nisso um componente potencialmente destrutivo, o que Dunker chama de felicidade prêt-à-porter (pronto para vestir, em francês). Isto é, uma felicidade fast-fashion ou fast-food.

Ela é particular, pequena, construída à base da infelicidade alheia, com a satisfação advinda da subjugação ou derrota do outro. Segundo o psicanalista, é essa (in)felicidade que tomou conta do Brasil com a polarização política iniciada nas eleições presidenciais e que vem dinamitando muitas relações de afeto desde então. “É o que produziu esse clima generalizado de insatisfação que sentimos”, diz.

Esse prazer egoísta é maléfico porque é o oposto de um dos tipos de felicidade, a eudaimônica, de que falamos no início do texto. Dois mil e quinhentos anos após Aristóteles definir o conceito, a corrente da psicologia positiva reafirmou sua pertinência. Desenvolver as próprias habilidades não para o próprio bem, mas para o bem-estar geral (seja da sua família, dos seus amigos, seja da sociedade), é ainda hoje uma das fontes de felicidade. Por causa disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a definir saúde como um indicador biopsicossocial. Ser saudável não é apenas a ausência de doenças físicas; está ligado ao bem-estar psíquico e a viver em uma sociedade mais justa. A felicidade entrou na tríade da saúde.

Quem está contigo

Um estudo clássico publicado em 1938 pela Universidade de Harvard e ainda hoje muito citado revelou que os bons relacionamentos, mais do que fama ou dinheiro, foram os responsáveis por manter as pessoas felizes ao longo da vida. Os laços fortes ajudam a lidar melhor com as tragédias e a atrasar o declínio físico e mental trazido pela velhice. Até mesmo Freud, um cético da felicidade permanente, listou “trabalhar com os outros” entre as oito técnicas que trazem prazer descritas em sua obra O Mal-Estar na Civilização. “Somos animais gregários, viemos ao mundo para nos relacionar”, diz a psicóloga Renata Livramento, presidente do Instituto Brasileiro de Psicologia Positiva, em Belo Horizonte.

A ideia de que a felicidade está na travessia, e não no destino, pode ser um bom antídoto contra a opressão de ser feliz. Não há felicidade absoluta e permanente. Há momentos felizes, instantes, que podem ser fugidios, mas não por isso menos relevantes. “Querer ser feliz o tempo todo é impossível para o cérebro. Nosso mundo é feito de contrastes e somos máquinas de detectar diferenças. Não existe felicidade para quem nunca sentiu tristeza. Não temos como valorizar o amor se nunca vivenciamos o desamor”, diz a neurocientista Claudia Feitosa-
-Santana, pesquisadora da Fundação Dom Cabral e professora na Casa do Saber, em São Paulo.

Processo em construção

Quem passou por um sofrimento profundo sabe que a felicidade não está pronta, mas sempre em construção. A jornalista gaúcha Nereida Vergara sofreu um baque sete dias antes de completar 50 anos. “Dos 26 aos 49 anos, vivi um grande amor. Um amor que as pessoas admiravam, que era inspirador e que me deu dois filhos maravilhosos. Foram anos de felicidade em que as horas difíceis eram sublimadas. Dizíamos ‘eu te amo’ todos os dias. Parecíamos invencíveis”, conta ela. Tudo ruiu quando soube da traição do marido com uma mulher mais jovem. “De criatura alegre, passei a ser um fantasma raivoso e amargo, me despersonalizei a ponto de não reconhecer minha imagem no espelho.”

Nereida pediu o divórcio, passou pelo divã e encarou a dureza de ter um interlocutor que apontava os seus erros, e não os da outra pessoa. Depois, reviu sua relação com o trabalho, que havia deixado em segundo plano por causa do casamento, e começou em um novo emprego. “Acho que reeditei minha história e a coloquei em um cenário real”, diz ela, que deixou de lado a fantasia do amor eterno. “Minha alegria tem sido acordar todos os dias, molhar minhas plantas, alimentar meus gatos, saber que minhas crianças estão seguras, fazer meu trabalho com honestidade e à noite voltar pra casa, que tem a porta aberta para quem quiser me visitar.”

De certa forma, Nereida conseguiu cultivar os cinco componentes para alcançar o bem-estar proposto por Martin Seligman, fundador da psicologia positiva e principal teórico da área. São eles: 1) ter emoções positivas, o que significa canalizar a energia para algo bom, mesmo que os sentimentos sejam raiva e tristeza – não se esqueça de que eles podem ser fonte de aprendizado e autoconhecimento; 2) engajar-se num trabalho ou tarefa de que você goste; 3) fortalecer laços com família e amigos; 4) encontrar algo pelo qual valha a pena viver; 5) ter um propósito que ofereça desafios constantes.

Para alcançar isso, é preciso ter foco. Em um consagrado artigo de 2010, os psicólogos Daniel Gilbert e Matthew Killingsworth, da Universidade de Harvard, concluíram que uma mente dispersa é uma mente infeliz. Embora a capacidade do nosso cérebro de divagar e prever o futuro seja uma conquista cognitiva evolutiva fundamental, que no passado nos ajudou a antecipar a chegada de um predador ou a armazenar comida para um inverno rigoroso, hoje ela pode ter uma repercussão negativa. Isso porque passamos boa parte do nosso tempo – 46% do dia, segundo o estudo – pensando no passado, no futuro, imersas em ideias. Isto é, viajamos acordadas quase metade do dia e, com frequência, lidamos com o mundo sem estar necessariamente conscientes. Como antídoto, a dupla de psicólogos recomenda treinar a atenção plena no presente, tal qual sugere o budismo.

Mas não vá buscando encontrar a felicidade na meditação. “Hoje em dia, descobriram a meditação com o objetivo de aumentar a produtividade. É o uso da meditação para lustrar o ego”, critica a monja Kokai. “Na meditação zen, a busca não é para engrandecer ainda mais nosso ego, mas para deixá-lo mais generoso”, diz. Segundo Kokai, o budismo até mesmo evita a palavra felicidade. Prefere contentamento, que contempla melhor a transitoriedade do que significa sentir-se bem.

“Como vou ser feliz em uma era em que a civilização tem tantos impasses e retrocessos? Como podemos ser felizes com tantas desigualdades e injustiças sociais? Mas é possível calibrar um olhar de contentamento diante da vida com respostas que nunca estão prontas”, diz. Dunker também acredita que precisamos cultivar uma cultura da generosidade e expandir nosso ideal de felicidade para além do nosso umbigo. “Vai chegar um momento em que ser feliz ou não deixará de ser uma questão relevante. Vamos nos preocupar em termos um propósito ou em aprender a amar”, conclui.

 

Fonte: Abril

Participação de mulheres no esporte cresce, mas ainda é inferior a dos homens

O universo esportivo é historicamente dominado pelos homens. Aos poucos, porém, as atletas femininas começam a consolidar seu espaço nesse tipo de atividade. Exemplo disso é o crescimento da participação feminina em esportes olímpicos. As Olimpíadas de 2016, realizadas no Rio de Janeiro, registraram o maior número de mulheres no esporte da história. Elas somaram 45% dos participantes, uma diferença relativamente baixa na comparação com os homens.

Por outro lado, a atuação feminina na área técnica permanece tímida. Nos Jogos do Rio, 127 associados da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (SONAFE) trabalharam como voluntários. No grupo, apenas 25 eram do mulheres. “A área desportiva é a única da fisioterapia em que há maior participação masculina. Creio que foram anos sem referências, com a crença de que a mulher não entende de esporte”, avalia a fisioterapeuta Amanda Lima.

“Os homens tomaram a área para si – e nós nos afastamos”, explica Amanda, que atua no Centro de Treinamento do Time Brasil, ligado ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Para tentar reverter situações assim, a SONAFE aderiu em julho à campanha de solidariedade #HeForShe, que defende os direitos das mulheres e a igualdade de gênero. Nas redes sociais, os integrantes da entidade publicaram vídeos e fotos com mensagens de incentivo e apoio à participação das mulheres no esporte e na fisioterapia esportiva.

“Vejo esses movimentos de forma positiva. As faculdades estão ensinando isso, e os homens estão do nosso lado para reduzir o mito de que esporte não é lugar de mulher”, explica a fisioterapeuta Natália Bittencourt. Ela é a única mulher brasileira a integrar a Comissão Científica do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Crescimento de mulheres no esporte 

Entidades como o COI e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) também já se posicionaram sobre o assunto, sugerindo a criação de estratégias para incentivar os recursos e a participação de mulheres no esporte. Agora, algumas organizações estão colocando isso em prática.

O Minas Tênis Clube (MTC), em Belo Horizonte (MG), dá exemplo quando o assunto é inclusão de gênero. Considerado um dos maiores e mais antigos clubes esportivos do país, o MTC conta com um time misto de fisioterapeutas, formado por cinco homens e cinco mulheres. Elas também estão nas posições de chefia, ainda que em menor número: 30% das mulheres ocupam cargos de gerência na agremiação. Os números ainda não são ideais, mas evidenciam o apoio do clube à participação feminina.

Há um consenso de que ainda há muito a se fazer. E o trabalho é maior em modalidades fechadas, como o futebol. As seleções femininas sofrem com a falta de dinheiro e de estrutura, apesar de contarem com expoentes da categoria, como a brasileira Marta, eleita pela sexta vez, em 2018, a melhor jogadora do mundo pela Fifa.

“O mercado está mais aberto, mas o futebol ainda é um ambiente em que a atuação das mulheres se torna um pouco mais complicada”, explica a Natália, que também trabalha no Minas Tênis Clube e é professora no Centro Universitário Uni BH.

A solução para equilibrar essa conta passa por mais incentivo e investimento ao esporte para meninas e meninos desde a infância. Isso ajudaria a consolidar a participação das mulheres nos esportes. “Estamos progredindo gradativamente. Aos poucos, vamos ter mais referências femininas na área e isso contribui muito para que novas fisioterapeutas queiram entrar”, diz Amanda, do COB.

 

Fonte: Secad

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