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Category Archives: Polêmicas

Versão genérica: Rod Evans e o “falso Deep Purple” de 1980

Em texto do jornalista João Cucci Neto, a edição de julho de 2008 da poeira Zine trouxe detalhes sobre uma das maiores farsas da história do rock: a volta de um “falso Deep Purple” em 1980.

O Deep Purple tinha acabado em 1976. Desde então, especulações sobre uma reunião surgiam a toda hora na imprensa. Ora, então por que não formar o “New Deep Purple”, coisa que certamente daria muito mais dinheiro do que os outros “New”? Lá foram eles, com a ajuda do baterista Dick Jurgens, também do “New Steppenwolf”, em busca de algum ex-Purple.

As opções não eram muitas, já que todos os músicos originais estavam envolvidos em suas bandas, como o Rainbow, Gillan e o Whitesnake e, além do mais, dificilmente topariam participar de tal falcatrua. Restavam apenas Simper e Evans. Primeiro a ser convidado, Simper declinou. Mas Evans topou. Recrutaram o baixista Tom DeRivera e, após alguns ensaios, no dia 17 de maio de 1980, no Amarillo Civic Center, Texas, a banda começou sua turnê americana, estampando audaciosamente o nome “Deep Purple” nos cartazes do show. Assim mesmo, sem o “new”!

(Da esquerda para a direita: Dick Juergens, Tony Flynn, Tom De Rivera, Geoff Emery e Rod Evans)

Os golpistas não deram atenção aos alertas do comparsa Evans sobre o fato de que o nome “Deep Purple” era registrado internacionalmente. Foram ao escritório de patentes e marcas da Califórnia e fizeram o registro como donos do nome “Deep Purple”. Apesar das escandalosas evidências de que não se tratava da banda original (qualquer rockeiro com um mínimo de informação sabia que o Purple ainda não havia se reunido), os larápios conseguiram agendar várias datas de shows. A confiança no embuste era tanta que sessões de gravações foram iniciadas, prevendo o lançamento do primeiro disco para o final daquele ano.

Embora tudo aparentemente estando bem planejado, eles não se deram conta de uma coisa que se mostrou importante: eles não eram, de fato, o Deep Purple. Na hora de executar certas músicas ao vivo, até mesmo o público que havia engolido o golpe até ali e estava acreditando que veria o verdadeiro Deep Purple, percebia que estava sendo enganado. Ao invés de Ian Gillan, Ritchie Blackmore, Jon Lord e companhia, eles estavam recebendo um bando de desconhecidos, que, ainda por cima, tocava muito mal.

Mais detalhes você confere na edição impressa da poeira Zine 19.

Fonte: Whiplash

ZZ Top: Mais um mistério do mundo resolvido, o nome ZZ Top

Durante uma entrevista para a Ultimate Classic Rock Nights, o guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons falou sobre a origem do nome da banda.

Ele falou que tudo começou em 1969 na sala de estar da banda antes de Dusty Hill e Frank Beard se juntarem ao grupo.

“Tínhamos no nosso pequeno apartamento uma sala de estar que era decorada com aquelas cores imitando um arco-íris que você pegava na lista telefônica relacionando quem estaria na cidade.”

Enquanto todos olhavam os pôsteres, Gibbons disse que eles se tocavam que a maioria dos nomes começava com as iniciais – O.V. Wright, D.C. Bender, e é claro, B.B. King – e no fim da lista em ordem alfabética estava Z.Z. Hill.

Billy se recorda de dizer, “Pô, ZZ e King, que grande pacote.” Ele decidiu que ZZ King era muito parecido com B.B. King, e pensou:

“King está no topo (top), eu disse, ‘Beleza, então vai ser ZZ Top.”

E o resto é história.

Entendeu?

Fonte:Whiplash

COREY TAYLOR DIZ QUE IMAGINE DRAGONS É O NOVO NICKELBACK

Em entrevista ao programa Jonesy’s Jukebox, o vocalista do Slipknot Corey Taylor falou sobre as piadas da música em referência ao Nickleback, e comentou que hoje em dia, Imagine Dragons está preenchendo o espaço da banda canadense. Questionado sobre se o grupo de Chad Kroeger é o bode expiatório do rock, Taylor concordou e disse [via Loudwire]: “Mas eles estão passando o bastão para o Imagine Dragons agora e eu acho isso ótimo. Eles são horríveis, isso é legal […] Acho que as pessoas estão começando a apreciar novamente o Nickelback e começando a se irritar com o Imagine Dragons”. Consciente do comentário chamativo, Taylor logo emendou: “Se prepare para 20 matérias com esse título para clickbait agora”. Fonte: Omelete

 

BLACK SABBATH: IOMMI DIZ QUE FORBIDDEN É UMA “MERDA”

O guitarrista Tony Iommi falou, em entrevista à revista Classic Rock, sobre o álbum “Forbidden”, lançado pelo Black Sabbath em 1995. Foi o último trabalho do grupo com Tony Martin nos vocais, além de Cozy Powell na bateria e Neil Murray no baixo. Considerado por muitos como o pior álbum do Black Sabbath, “Forbidden” contou com produção de Ernie “C”, guitarrista do Body Count. O disco contou até com a participação de Ice-T, frontman, na música “The Illusion Of Power”. Iommi destacou que “os anos 90 não foram muito divertidos” para ele. “No fim da década de 80, o Sabbath fez músicas que considero boas, incluindo ‘The Eternal Idol’ (1987) e ‘Headless Cross’ (1989), mas ‘Forbidden’ é, realmente, uma merda”, afirmou. O músico disse que não houve liberdade para trabalhar em “Forbidden”. “Alguém na gravadora sugeriu que trabalhássemos com Ice-T. Minha reação foi: ‘quem diabos é ele?’. Porém, nós o conhecemos e ele era um cara legal, além de fã do Sabbath. Ernie C acabou produzindo, o que foi um erro terrível. Ele tentou fazer Cozy Powell tocar umas linhas de hip hop, o que, com razão, o ofendeu. Não se deve dizer a Cozy Powell como tocar bateria”, pontuou.

 

ERNIE C RESPONDE

Em entrevista Ernie C falou sobre as declarações de Tony Iommi a respeito de “Forbidden”. Ele negou que Iommi desconhecesse Ice-T e afirmou que o próprio guitarrista lhe convidou para produzir o álbum. “No primeiro álbum do Ice-T, ele usou samples de ‘War Pigs’. Tony ouviu e disse que gostou. Ele soube que eu produzi os primeiros discos do Body Count e nos ligou. […] Foi uma boa experiência. Posso dizer que fiz um álbum do Black Sabbath. E também me fez notar que eu não queria produzir bandas já consagradas. É melhor produzir pessoas mais jovens, que te ouvem”, disse. Segundo Ernie, Tony Iommi já conhecia Ice-T, mas não veio dele a ideia para a participação “Veio de mim. Eu perguntei se ele queria trazer Ice para fazer o rap ali. E ele respondeu que sim. Tony estava aberto a testar coisas diferentes”, disse.

 

TONY IOMMI: VENDO UM FANTASMA DURANTE ENSAIO DE 1973

Lorne Jackson do Sunday Mercury reportou que Tony Iommi, guitarrista do BLACK SABBATH/HEAVEN & HELL, admitiu que viu um fantasma. E ele não estava sozinho quando isto aconteceu. De volta no início da década de 70 o Sabbath passou um tempo no Clearwell Castle, na Floresta de Dean, onde aconteceu uma sessão de composição para um novo álbum, que depois daria origem ao “Sabbath Bloody Sabbath” em 1973. Foi quando o fantasma fez sua aparição. “Nós definitivamente vimos um”, disse Tony em uma entrevista para a Guitarist magazine. “Estavamos colocando os equipamentos nos calabouços e havia somente pessoas por lá. Estava eu e Geezer, ou eu e Ozzy, e nós estavamos andando pelo corredor quando vimos uma figura coberta por uma capa vindo em nossa direção. Nós pensamos: ‘Quem é aquele?’. Ele entrou em uma sala e nós o seguimos para ver quem era e não havia ninguém lá. A sala era um depósito de armas com todas elas nas paredes, e não havia ninguém mais lá. Falamos com as pessoas sobre isto e a quem pertencia o castelo, achamos que eles pensaram que nós estavamos loucos, mas eles apenas disseram: ‘Ah sim, aquele é o fantasma do castelo'”. Mais sobre o tema pode ser lido no Sunday Mercury (em inglês). Fonte: whiplash

 

IMAGINE DRAGONS: RESPOSTA À PROVOCAÇÃO DE COREY

Semana passada postamos por aqui que o vocalista Corey Taylor, do Slipnkot e Stone Sour fez uma polêmica comparação entre o Nickelback e o Imagine Dragons. Ele afirmou que esta última ocupou o posto da primeira como “a banda mais odiada”. A declaração de Corey repercutiu muito e chegou ao líder do Imagine Dragons, Dan Reynolds. Segundo o frontman, Corey não foi o primeiro que criticou a banda. Veja a declaração na íntegra que o vocalista fez no seu instagram. “Já faz uma década que tenho lidado com críticas e com outras bandas dizendo coisas extremamente duras sobre a minha banda. Não são críticas construtivas (as quais eu sempre tento meu melhor para receber e aprender com elas), mas na verdade clickbaits de merda. Palavras inúteis e cheias de ódio para alimentar o desejo da humanidade de rir das imperfeições e falhas das outras pessoas. Permaneci em silêncio e aguentei por anos. Junte isso à depressão que eu lido desde jovem. Não digo isso buscando simpatia. É apenas um fato. Não é a pessoa que me traz os sentimentos de estresse e depressão, mas o que isso faz com o mundo que criamos como banda. Como é possível fazer um garoto se sentir mal escutando Imagine Dragons. Eu odeio esse pensamento. Imaginar se meus filhos vão ser provocados enquanto crescem por causa desse pensamento de que minha banda não é legal. Eu superei o fato de que caras de outras bandas (The 1975, Foster the People, Smashing Pumpkins, Slipknot, etc) sentem a necessidade de falar mal da minha banda por qualquer que seja a razão. Não fico com raiva deles, na verdade. É mais uma tristeza que essa indústria abraça, até celebrando essa mentalidade. Eu quero que (a indústria) seja um lugar onde artistas apoiem uns aos outros, independentemente de nossos diferentes gostos e vozes.” E aí, o que você achou da resposta? Deixe sua opinião sobre essa polêmica!

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