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Category Archives: Rock Nacional

PM impede banda de tocar músicas de Chico Science em Recife

Um dos maiores nomes do rock e da música pernambucana está proibido de ter suas músicas executadas em… Olinda e Recife! A ordem partiu de policiais militares, em flagrante delito e ataque à Constituição. A denúncia foi feita pelos integrantes da banda Zeferina Bomba, um dos nomes mais importantes do rock nordestino. A banda Janete Saiu Para Beber tocava em Recife em um tributo a Chico Science quando a apresentação foi interrompida durante a música “Banditismo”.

PMs afastaram de forma truculenta os espectadores que estavam à frente do palco, fizeram um cordão de isolamento ali e ameaçaram o vocalista de prisão caso as músicas de Chico Science fossem executadas. Não houve explicação para a tal proibição, absurda e nojenta. A Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco e a Polícia Militar não se manifestaram sobre o caso.

Ainda de acordo com a banda Janete Saiu Para Beber, houve outros registros na capital pernambucana de ação policial na tentativa de impedir as músicas de Chico Science de serem executadas. Entretanto, o Combate Rock ainda não confirmou outra ocorrências parecidas em Recife.

Mesmo com um ano em vigor de vários governos estaduais e o governo federal de inspiração fascista, não dá para dizer, ainda, que há uma ação orquestrada e coordenada de governadores e comandantes da PM de todo o Brasil de reprimir toda e qualquer manifestação considerada “ofensiva” ao presidente Jair Bolsonaro ou mesmo às policiais e aparatos de repressão. Só que pe exatamente isso o que ocorre desde o ano passado.

Na avenida Paulista, em 2019, foram vários os casos de PMs intimidando e encerrando de forma abrupta shows gratuitos aos domingos alegando as mais estapafúrdias “irregularidades”.

Uma banda banda punk, em uma casa noturna, teve seu show interrompido pela PM por causa de uma “denúncia” de uma imbecil bolsonarista que não gostou de um adesivo “Fora, Bolsonaro” na caixa da guitarra, encostada ao lado do palco.

E não que é que alguns policiais estúpidos e analfabetos resolveram interpelar os músicos por causa do adesivo e levaram o vocalista para a delegacia para prestar esclarecimentos?

Coisa parecida ocorreu com a banda Escombro, de São Paulo, que fazia um show em um festival em Brasília. Após tocarem uma música em que criticava a violência policial, o show foi interrompido por PMs que estavam no local e sentiram ofendidos. A apresentação continuou, depois que os organizadores contemporizaram, mas os truculentos policiais conduziram o vocalista à delegacia para “prestar esclarecimentos” quando o festival terminou.

O caso mais grave ocorreu em Belém (PA), quando a PM tentou impedir a realização do Facada Fest, um festival de punk/hardcore, por conta do cartaz o evento, que zoava e parodiava as bobagens ditas e cometidas pelo presidente Jair Bolsonaro, de inspiração fascista.

Não houve ação judicial para isso, mas os PMs alegaram ue o local do evento não tinha alvará para receber os shows.Por “coincidência”, deputados estaduais e federais paraenses, que são bolsonaristas, e um dos filhos de Bolsonaro protestaram veemente nas duas semanas anteriores ao Facada Fest por conta do tal cartaz. Ou seja, liberdade de expressão para quê?

O caso pernambucano é gravíssimo e precisa ser apurado para que os bandidos fardados que estão procedendo de tal forma sejam punidos, de preferência com prisão administrativa. É mais um preocupante atentado contra o rock por parte de forças fascistas e abjetas em um momento de aumento das tensões políticas em torno do lamentável presidente da República.

 

Fonte: Uol

Ícone do underground de SP, Hangar 110 voltará a atividade

Endereço conhecido de inúmeras bandas de São Paulo, o número 110 da rua Rodolfo Miranda voltará a abrigar a casa de shows Hangar 110. Em texto publicado no Facebook e assinado por seus proprietários, Marco e Cilmara, o estabelecimento explica seu retorno, marcado para o dia 1º de março.

“Além de ser o lugar que sempre amamos, o Hangar é também uma “idéia” e por isso lutamos muito para que essa idéia não se transformasse em um galpão vazio, um estacionamento ou uma igreja”, diz o texto. Neste período, o Hangar 110 atuou apenas como produtora de eventos.

“Estamos cientes das dificuldades que virão, dos desafios de se fazer cultura num país como o nosso, porém não vemos outro futuro senão o de estar a frente novamente, arregaçar as mangas e seguir adiante”, finaliza o post.

Por 19 anos, o Hangar 110 foi uma das principais casas de show do underground de São Paulo e se colocou como um quartel general das cenas punk, hardcore e heavy metal. Ponto de encontro de fãs e bandas no bairro do Bom Retiro, tudo começou com uma história de amor entre os donos, Marcos “Alemão” Baldin e Cilmara Baldin.

A lista de bandas a passar pelo palco construído no braço por Alemão —com Cilmara levando os tijolos na carriola— vai de lendas nacionais como Garotos Podres, Gritando HC, Cólera, Olho Seco e Ratos de Porão a presenças gringas, como Marky e CJ Ramone, Jello Biafra, Stiff Little Fingers. No metal, Cannibal Corpse, Behemoth, Mayhem e muitas outras. Durante o estouro do emo, no meio dos anos 2000, foi palco cativo de CPM 22, NX Zero, Gloria e Fresno.

 

Fonte: Uol

DINHO OURO PRETO LANÇA A VERSÃO COMPLETA DO ÁLBUM “ROQUE EM RÔU”

Em 25 de outubro de 2019, Dinho Ouro Preto iniciou o lançamento de seu mais recente projeto solo, o álbum digital “Roque em Rôu”. Este trabalho é uma homenagem que o músico faz ao rock brasileiro. O lançamento desta obra foi sendo feita em etapas, e na última sexta-feira, dia 7, o artista finalmente disponibilizou o álbum completo pela Supernova.

“O álbum Roque em Rôu, nasceu da forma mais despretensiosa possível. Num primeiro momento, e em paralelo com a agenda do Capital Inicial, a ideia era fazer shows tocando só rock brasileiro. Fazia sentido para mim, afinal minha vida adulta inteira, e boa parte da minha adolescência, foi dedicada a esse nicho especifico da nossa música”, conta Dinho.

“Para mim, celebrá-las era algo simultaneamente importante e muito divertido! O que inicialmente era só um show que fazíamos ocasionalmente foi tomando uma proporção maior. Comecei a ser cada vez mais procurado e passei a me apresentar com cada vez mais frequência. E o resultado, o show, era sempre mais intenso do que eu antecipava. E assim, o passo seguinte, foi registrar o que estava acontecendo nos palcos num álbum. Aqui esta!”, completa.

Projeto conta com 11 faixas, incluindo releituras dos Paralamas do Sucesso e Rita Lee.

 

Fonte: Music Journal

Neil Peart: tributo brasileiro ao Rush arrecadará dinheiro para combater o câncer

Um evento pra lá de especial irá celebrar a vida de Neil Peart, lendário baterista do Rush que nos deixou neste mês de janeiro, em São Paulo.

Um show no Café Piu Piu com o Rush Project, banda cover, vai acontecer no dia 30 de janeiro e arrecadará fundos para o Hospital de Amor, antigo Hospital do Câncer de Barretos. . A celebração vai bastante de acordo com o pedido dos membros remanescentes da banda. Quando a morte de Peart foi anunciada — o músico nos deixou aos 67 anos após batalhar contra uma câncer no cérebro por mais de 3 anos –, seus colegas pediram para que os fãs doassem dinheiro para hospitais especializados na doença.

Incrível, não? A noite ainda contará com a participação de bateristas como Ivan Busic (Dr. Sin), André Gonzales (SuperOverDrive, Funkacid) e Vitão Bonesso (Electric Funeral), entre outros.

Confira o serviço com todas as informações abaixo e um vídeo da Rush Project em ação.

 

Data: 30 de janeiro de 2020 – 22h30h (a casa abre às 21h30)
Local: Café Piu Piu
Endereço: Rua Treze de Maio, 134, Bixiga – SP
Entrada: R$ 25,00 (dinheiro ou cheque)

 

Fonte: Tenho Mais Discos Que Amigos

Os 25 anos do último show da Legião Urbana

Há exatos 25 anos, em 14 de janeiro de 1995, a Legião Urbana realizava seu último show. A casa de espetáculos Reggae Night, em Santos, no litoral paulista, recebia a banda para uma apresentação da turnê do álbum O Descobrimento do Brasil, que era o seu trabalho mais recente.

O grupo apresentou um setlist de 22 músicas e fez questão de mostrar para um público de mil pessoas que estava ligado nas principais tendências daquela época. A Legião Urbana citou naquele show trechos de “Smells Like Teen Spirit” e “Lithium”, do Nirvana.

Era a última vez que Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá pisavam juntos num palco…

Setlist da Legião Urbana em 14 de janeiro de 1995 na Reggae Night, em Santos-SP:

01. Será
02. Eu Sei
03. La Nuova Gioventú
04. Os Barcos
05. Daniel Na Cova Dos Leões
06. Vinte E Nove
07. Um Dia Perfeito
08. Os Anjos
09. 1965 (Duas Tribos)
10. Monte Castelo

11. Geração Coca-Cola
12. O Teatro Dos Vampiros
13. Metal Contra As Nuvens
14. Faroeste Caboclo
15. Smells Like A Teen Spirit
16. Vento No Litoral
17. Pais E Filhos
18. Tempo Pedido
19. Eu Era Um Lobisomem Juvenil
20. Andrea Doria
21. Perfeição / Lithium / (I Can’t Get No) Satisfaction
22. Índios (citação de Wave)

Novo disco de Os Mutantes destaca Área 51, alienígenas e sexo intergaláctico

A banda Os Mutantes lançará um novo disco, ZZXZY, no dia 24 deste mês. O trabalho é o primeiro disco de inéditas em 7 anos – o último foi Fool Metal Jack (2013). É o terceiro lançamento do grupo desde a reunião em 2006.

O disco bilíngue conta com 11 faixas no total. Dessas, duas são em português; o restante é em inglês. Entre os destaques, estão “Beyond” e “Candy.”

O nome do disco é atual e dá o tom do trabalho- ZZYZX é o nome da estrada norte-americana que leva à Área 51, lugar protegido dos EUA no qual, supostamente, o governo do país investiga naves alienígenas.

ZZYZX, o álbum, porém, não se atém ao fantástico. Passa por ele, mas também explora reflexões sobre a vida, marasmo, paz, drogas, sexo nas estrelas, rock n’ roll. E imagina também uma bomba atômica sobre Brasília.

O novo disco chega às plataformas digitais e meios físicos no dia 24; por enquanto, a estreia está garantida no Brasil, Europa, EUA e Japão. Em maio, Os Mutantes começarão uma turnê pelos locais.

Fizeram parte da gravação de ZZYZXSérgio Dias (guitarra, vocal), Esméria Bulgari (vocal, percussão), Henrique Peters (teclado, vocal), Claudio Tchernev (bateria, vocal), Vinícius Junqueira (baixo) e Camilo Macedo (guitarra, vocal).

 

Fonte: Roling Stone

 

Chorão: filho é cobrado na justiça por shows que seu pai não fez por ter morrido

Matéria da Folha relata que um processo judicial tramitando na justiça envolvendo uma empresa sediada no Paraná e o filho de Chorão, o fotógrafo Alexandre Ferreira Lima Abrão, pede um indenização de R$225 mil além de R$100 mil de multa por nove shows não realizados pelo cantor, já que doze deles teriam sido contratados mas apenas três realizados, já que neste meio tempo Chorão veio a falecer.

“Ao investir consideravelmente na contratação da banda, a empresa deixou de contratar outro artista, o qual poderia ter-lhe proporcionado a receita inerente à sua atividade”, argumentou no processo o advogado da empresa, explicando que os R$225 mil são resultado de um adiantamento ao cantor. Já o advogado de Alexandre Ferreira diz que o pedido de indenização é uma “loucura”: “Naturalmente, o Chorão não tinha como fazer os shows, ele morreu…”

Fonte: Whiplash

Skank, Fresno e mais: a origem do nome de 11 bandas brasileiras de rock

Uma das tarefas mais complicadas para qualquer banda é se autonomear. Afinal, um simples nome pode traduzir a essência de um grupo, bem como a mensagem que ele quer transmitir para o resto do mundo.

Como dizem, o nome faz o artista. Sendo assim, explicamos a origem do nome de 11 bandas brasileiras de rock:

 

1. Barão Vermelho

Barão Vermelho era o codinome do piloto de caça alemão Manfred von Richtofen durante a 1ª Guerra Mundial. O “Ás dos ases” obteve mais vitórias em batalhas do que qualquer outro aviador. Mas a referência para o nome da banda, na verdade, veio do personagem Snoopy, que pilota um Sopwith Camel e luta contra o Barão Vermelho.

2. Charlie Brown Jr.

Outra referência ao Snoopy? Curiosamente, o nome Charlie Brown Jr. foi escolhido em 1992, quando Alexandre Magno Abrão, o Chorão, atropelou uma barraca de água de côco com o desenho do Charlie Brown, protagonista das tirinhas Peanuts. O “Júnior” foi acrescentado, nas palavras do vocalista, “por sermos filhos do rock”.

3. Engenheiros do Hawaii

A banda era formada essencialmente por alunos de arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Eles queriam provocar os estudantes do curso de engenharia que só usavam bermudas de skatista e surfista – por isso, o nome Engenheiros do Hawaii.

4. Fresno

Segundo o guitarrista Gustavo Mantovani, o Vavo, o nome Fresno faz referência a uma cidade homônima da Califórnia, nos Estados Unidos. Posteriormente, os integrantes da banda descobriram que, na língua espanhola, há uma árvore chamada fresno (traduzida como freixo), enquanto um rio de Portugal carrega a mesma alcunha. Por isso, o segundo álbum do Fresno, lançado em 2004, é conhecido como O Rio, a Cidade, a Árvore.

5. Legião Urbana

“Legião Urbana” deriva da frase “Romana Legio Omnia Vincit” (“Legionários Romanos a tudo vencem”, em latim), proferida pelo imperador Júlio César. O nome foi pensado por Renato Russo e Marcelo Bonfá, que, ao fundar a banda, tinham a ideia de revezar os guitarristas e tecladistas, ou seja, formar uma “legião” de músicos.

6. Los Hermanos

O nome foi escolhido por Marcelo Camelo, mas não vem acompanhado de nenhuma “história boa” para contar, como ele mesmo diz. “Também não é uma homenagem à música daquele compositor mexicano”, brinca Rodrigo Amarante. Contudo, “Los Hermanos” (“os irmãos”, em espanhol) reflete muito bem a relaçãode amizade construída pelos membros da banda ao longo dos anos.

7. Nação Zumbi

A banda anteriormente conhecida como Chico Science & Nação Zumbi, renomeada após a morte do vocalista Chico Science, em 1997, é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, o último líder do Quilombo dos Palmares. O músico Jorge dü Peixe, que tem sido responsável pelo vocal e sampler da banda, também acredita que seja um nome forte: “Nação Zumbi. Nação do Brasil, de Zumbi dos Palmares, mas também de zumbi quase acordado, mas não totalmente.”

8. NX Zero

A banda foi, a princípio, apelidada de NX Zero Granada, pois o vocalista Di Ferrero tem uma tatuagem de granada com asas nas costas. Em 2004, após o lançamento do álbum Diálogo?, ela passou a ser conhecida somente como NX Zero, uma abreviação de “Nexo Zero”, ou seja, a ausência de coerência.

9. Sepultura

A intenção dos irmãos Igor e Max Cavaleira era a de chocar os conservadores de Belo Horizonte, onde a banda foi fundada em 1984. Enquanto escutavam a música “Dancing on Your Grave” (traduzida como “Dançando Em Sua Sepultura”), do Motörhead, eles pensaram que o termo seria apropriado. Quando perguntaram o que a avó achava do nome, ela ficou apavorada!

10. Skank

A inspiração para o nome da banda veio de Bob Marley, com a música “Easy Skanking”, traduzida como “Vá Com Calma”. “Skunk” é uma das variações da erva Cannabis Sativa, da qual é obtida uma maconha com maior concentração de substâncias psicoativas.

11. Ultraje A Rigor

Quando o vocalista Roger Moreira sugeriu que o nome da banda fosse “Ultraje”, o então guitarrista da banda, Edgard Scandurra, sem entender muito bem a pergunta, comentou “Que traje? O traje a rigor?” Assim, o trocadilho acabou fazendo sucesso e eles assumiram a alcunha de Ultraje a Rigor.

 

Fonte: Rolling Stone

Com novo disco, Fresno mostra que o emo está vivo e é bem-vindo: “A tristeza do adulto é mais verdadeira”

Com uma taça de vinho ainda cheia na mão, Lucas Silveira se estira no sofá de um lounge montado para integrar os músicos de um festival de música em Brasília, o Festival CoMA, depois de um show poderoso com a Fresno, banda com a qual ele vive pelos últimos e intensos 20 anos. Tinham lançado o disco novo há poucos dias e, ainda assim, o público ali mostrou cantar todas as faixas de Sua Alegria Foi Cancelada tocadas no show – o que, por si só, já é um feito.

“A banda tem um público muito fiel”, avalia Silveira, artista de 35 anos. “Quando vi que éramos a segunda banda do festival, fiquei puto, mas entendi que fazia sentido para o festival, porque levamos pessoas aos lugares. Então, do ponto de vista do festival, é inteligente colocar a gente mais cedo, para começar a encher o festival desde cedo.”

Silveira é uma figura única do rock nacional, maior exemplo de perseverança e resistência roqueira em um universo musical mainstream que já deu bola para o emo, colocou o subgênero no topo, nos primeiros lugares das rádios, mas assim como veio, também deixou o gosto pelas músicas melancólicas para trás.

Desde o estouro da banda em meados dos anos 2000, Silveira se tornou o rosto de um movimento musical e fez da Fresno o carro-chefe dessa transformação social que adotou a melancolia como modo de vida . Passou pela bonança e pelos tempos de contrato com o Rick Bonadio, mas também sobreviveu à rejeição do estilo. Reinventou-se, transformou também a banda.

A Fresno de hoje, com o belíssimo disco Sua Alegria Foi Cancelada, não é diretamente ligado aos tempos de banda independente, também não se aproxima do popular Redenção, disco de 2007 que catapultou a banda para o primeiro lugar das rádios.

A banda aproveitou o fim da super-exposição para crescer. Daí surgem discos como Infinito (2012) e A Sinfonia de Tudo Que Há (2016), ambos bastante experimentais – no último, principalmente, apresentou flerte com orquestrações.

A trajetória da Fresno colocou a banda em uma posição curiosa. Embora tenha um público fiel, o grupo não havia sido, até então, abraçada pela nova fase de ouro dos festivais de música (dos gigantes, como Rock in Rio e Lollapalooza a médios, como o Bananada, e pequenos também). Aos poucos, isso mudou.

No Bananada, a Fresno tocou em 2018. Agora, em 2020, o grupo estará no Lolla (atração do 3º dia de festival, domingo, capitaneado pelo The Strokes).

“Fiquei quieto por 45 anos”, diz Paulo Coelho sobre Raul Seixas denunciá-lo

O escritor Paulo Coelho comentou hoje, no Twitter, a informação de que teria sido delatado por Raul Seixas durante a Ditadura Militar. Ele menciona reportagem da Folha de S.Paulo sobre o livro “Não Diga que a Canção Está Perdida”, de Jotabê Medeiros, que traz documentos que sugerem a colaboração do cantor morto há 30 anos com os militares.

“Fiquei quieto por 45 anos. Achei que levaria o segredo para o túmulo”, escreveu Paulo Coelho.

 

O livro conta, segundo adiantou o jornal, que o caso teria acontecido em 1974, quando Raul foi convocado ao Dops (Departamento de Ordem Política e Social) para prestar depoimento dobre o disco Krig-ha, Bandolo!, lançado pela dupla no ano anterior e que, àquela altura, já havia vendido 100 mil cópias. De acordo com documentos expostos no livro, a polícia foi ao apartamento de Paulo Coelho no dia seguinte ao depoimento do cantor, e prendeu sua namorada, Adalgisa Rios. Na mesma semana, Coelho teria entrado em um táxi com Raul Seixas mas, durante o percurso, foi capturado por militares e levado para sessões de tortura que teriam durado duas semanas. Procurado pela Folha de S.Paulo, o autor de O Alquimista preferiu não comentar o caso, e disse apenas que não é “o tipo de pessoa que gosta de ficar olhando para chagas que já cicatrizaram”.

 

Fonte: UOL

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