O novo álbum de Ozzy Osbourne, “Ordinary Man”, que será lançado nesta sexta-feira (21) de fevereiro, chama atenção por não trazer sua tradicional banda de apoio. O músico é acompanhado nos shows por Zakk Wylde na guitarra, Blasko no baixo, Tommy Clufetos na bateria e Adam Wakeman nos teclados e guitarra base, mas nenhum deles toca no disco.

No lugar dos velhos parceiros, o Madman reuniu uma formação diferente: Andrew Watt (California Breed, Post Malone) na guitarra e produção, Duff McKagan (Guns N’ Roses) no baixo e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) na bateria. O motivo da mudança foi explicado em entrevista à Kerrang! – e é mais simples do que se imaginava.

Como anunciado anteriormente, “Ordinary Man” foi concebido durante o processo de recuperação de Ozzy Osbourne, que sofreu com problemas de saúde nos últimos tempos. O mais recente deles, inclusive, foi uma grave queda que o fez passar por uma cirurgia na coluna.

Dessa forma, “Ordinary Man” começou como uma simples sessão de estúdio para ajudar Ozzy Osbourne na recuperação. O cantor estava – e ainda está – chateado por não poder fazer turnês, então, decidiu trabalhar em casa para se distrair.

Inicialmente, o Madman retomou seu trabalho na música ao participar da música “Take What You Want”, de Post Malone. Foi aí que ele conheceu o produtor do rapper, Andrew Watt, e os dois planejaram lançar um álbum. Foi aí que Duff McKagan e Chad Smith foram convidados por Watt para arranjar as músicas.

Durante a entrevista à Kerrang!, Ozzy revelou que “Ordinary Man” foi criado sem um “grande plano de batalha ou uma campanha moldada”. A ideia, segundo ele, era “apenas se divertir”, sem obrigação de nada. Não precisaria nem mesmo lançar o resultado.

Por isso, o Madman explica que, no fim das contas, nenhum dos músicos envolvidos sabia que aquilo se transformaria em um álbum. Então, nem passou pela cabeça de Ozzy convidar Zakk Wylde, já que não havia nenhum plano.

Watt, McKagan e Smith trabalharam nas músicas, enquanto Osbourne fazia as letras. Juntaram tudo e, dali, saiu um disco. Os artistas convidados, como Elton John, Slash, Tom Morello e Post Malone, também foram chamados de forma despretensiosa, no calor do momento, e tudo foi concluído rapidamente.

“Brincamos com as melodias até que algo acontecesse e apenas fomos conduzidos por isso. Foi divertido. Foi ótimo poder fazer algo. Caso contrário, eu estaria na cama, pensando que jamais voltaria a andar. O álbum me moveu a fazer algo e me sentir bem. Foi simples, foi como gravar uma sessão de estúdio. Não é um disco do Pink Floyd, onde você precisa estar chapado de ácido para apreciar – apenas dê a p*rra do play e vá em frente”, afirmou.

 

Fonte: Whiplash