5 brasileiros com mais chances de medalha nas Olimpíadas de Tóquio

O Brasil planeja ganhar mais medalhas e terminar as Olímpíadas em uma posição melhor que a conquistada nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

5 brasileiros com mais chances de medalha nas Olimpíadas de Tóquio
Foto: Behrouz Mehri/AFP

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 contaram com a maior delegação brasileira na história da competição. Com 465 atletas, o Brasil conquistou 19 medalhas (sete de ouro, seis de prata e seis de bronze) e fechou sua participação com a inédita 12ª colocação no quadro geral de medalhas, empatado com a Holanda. Desta forma, o Brasil planeja terminar as Olimpíadas de Tóquio com mais medalhas e em uma posição melhor. 

A abertura das Olimpíadas de Tóquio está marcada para o próximo dia 23 de julho. O Globo Esporte analisou o desempenho dos principais atletas com mais chances de medalha nestes Jogos Olímpicos. Em meio à pandemia do novo coronavírus, foram analisados os treinos e as performances nas (poucas) competições realizadas no ano de 2020.

Confira os 5 principais atletas favoritos ao ouro olímpico:

 

1. Pâmela Rosa (Skate) 

Com 21 anos, a atleta não teve nenhuma grande lesão nos últimos anos e está com a vaga olímpica bem encaminhada. Pâmela conquistou o título mundial de skate de 2019, deixando Rayssa Leal, também brasileira, em segundo lugar.

Muito talentosa, tem sido muito regular nas provas e, em 2019, conseguiu um lugar no top 3 em praticamente todas as disputas. Desde o início da pandemia, não participou de nenhuma competição oficial.

A briga pela medalha olímpica será com Rayssa Leal, Letícia Bufoni e as atletas dos Estados Unidos e do Japão.

 

2. Beatriz Ferreira (Boxe)

Principal nome do boxe neste ciclo olímpico, a atleta conquistou o título mundial na categoria até 60kg na decisão de 2019.

Em 2018, foi eliminada na segunda rodada do Mundial em uma luta muito dividida. Em junho de 2019, disputou o pan-americano da modalidade e, mesmo favorita, acabou derrotada na final. Se recuperou com o ouro no Pan de Lima, poucas semanas depois.

Esteve na Rio 2016 no projeto Vivência Olímpica, em que atletas jovens que não estavam classificados viajaram para os Jogos para sentir o clima do evento.

 

3. Martine Grael/Kahena Kunze (Vela)

Atuais campeãs olímpicas, Martine e Kahena tiveram um ciclo diferente após os Jogos Rio 2016. Martine ficou quase um ano disputando uma regata de Oceano, e o time ficou sem treinar entre o fim de 2017 e começo de 2018. Mesmo com essa pausa, a dupla voltou competitiva e foi quarta colocada no Mundial de 2018.

Após o Mundial, a dupla ganhou o primeiro evento-teste da Olimpíada no Japão e também levou o Trofeo Princesa Sofia (Espanha). Em 2019, venceram novamente o evento-teste das olímpiadas e finalizaram o ano com com o vice-campeonato Mundial. No início de 2020, elas ficaram 12º lugar em outro Campeonato Mundial.

 

4. Isaquias Queiroz e Erlon Souza (Canoagem)

Isaquias foi campeão mundial em agosto de 2019 na prova de C1 1000m, em uma prévia da Olimpíada de Tóquio 2020. Sua dupla, Erlon Souza, é muito forte no C2 1000m, como foi visto no Mundial, em que o time levou o bronze.

Dono de três medalhas olímpicas na Rio 2016, Isaquias vai brigar só em duas nos Jogos de Tóquio: o c1 200m, na qual foi bronze, saiu do programa e não será disputada. Já Erlon segue treinando muito forte, em um nível cada vez melhor.

 

5. Ítalo Ferreira (Surfe)

Em 2019, o potiguar consagrou-se Campeão do WSL, o maior campeonato do Surfe mundial. Também foi o primeiro colocado no ISA Games, disputado no Japão, contra os melhores  surfistas do planeta

Ítalo mostrou-se estar muito empolgado com a Olimpíada durante o ISA Games, que foi uma espécie de seletiva para Tóquio. Por conta de vários problemas logísticos, chegou para sua bateria faltando oito minutos para o fim, conseguiu surfar uma onda, vencer e avançar de fase. Por fim, consagrou-se campeão.

 

Reprodução: Globo Esporte