A Metal Hammer perguntou para Geezer Butler qual foi sua pior experiência com drogas, e o lendário baixista do Black Sabbath respondeu.

“Provavelmente foi quando tomei meu primeiro ácido, era uma quantidade suficiente para quatro pessoas, mas eu não sabia, e no dia seguinte a gente tinha um show. Eu me vi transformado em esqueleto, entrei na van e me disseram que eu estava estranho, respondi ‘Vocês não estão vendo que sou um esqueleto?’ Daí pegamos estrada e havia um parque ao nosso lado com todas aquelas flores que ficavam tentando invadir a van. Depois no show, subi ao palco e me senti em um barco com a multidão como ondas do mar, foi horrível. Eu via minha mão tocando mas ela não estava ligada no meu corpo. Foi assustador”.

Em 2017, durante uma conversa com a Rolling Stone, Geezer havia falado sobre a importância das drogas na trajetória da banda: “Não podemos nos arrepender de nada, todos tivemos uma vida grandiosa. Se fôssemos milionários em 1971 provavelmente teríamos nos matado, teríamos comprado um milhão de dólares de heroína. Então você tem que pensar assim, as drogas eram o que eram, elas nos ajudaram. Éramos como quatro caras indo ao pub, mas ao invés de ir até lá nos divertir, estávamos em grandes mansões nos divertindo com um monte de drogas e groupies. O único arrependimento que tenho é da parte financeira, eu deveria ter contratado um advogado e um contador no começo dos anos setenta”.

Na mesma entrevista, o guitarrista Tony Iommi falou sobre a questão das drogas: “Quando penso em tudo que fizemos, tanto de bom ou ruim, concluo que há um motivo. Se você mudar algo não seria o que é hoje. Há coisas do qual você se arrepende, tipo as brigas jurídicas e as drogas, mas sem elas não seríamos o que somos hoje”.