Clube de empreendedores já impactou até 40% no crescimento de negócios no Brasil

Startups oxigenam a estrutura das empresas

Clube de empreendedores já impactou até 40% no crescimento de negócios no Brasil

Por: Isto é

A pandemia não arrefeceu o apetite das empresas tradicionais que buscam constantemente o crescimento e o aperfeiçoamento de seus negócios. Pelo contrário. O mercado tem assistido incessantemente a aquisições e fusões envolvendo montantes robustos e com alto impacto sobre a economia. A ida às compras inclui desde os tradicionais acordos, como o negócio rumoroso entre a Arezzo e a Reserva, que envolveu uma cifra de R$ 715 milhões, à aquisição de startups, como o fez o Grupo Ânima ao adquirir a Gama Academy, promissora startup de educação, em um claro sinal de busca pela inovação como estão fazendo várias companhias tradicionais brasileiras em busca de inovação.

Startups oxigenam a estrutura das empresas, mas requerem um modelo de negócios diferenciado, assim como as companhias tradicionais também necessitam ter seus processos internos atualizados constantemente para estarem aptas a enfrentar a concorrência.

É nesse ponto que o Gestão 4.0, startup de educação em negócios, fundada pelos notórios construtores de startups, Tallis Gomes (Easy Taxi e Singu), Alfredo Soares (X-Tech Commerce) e Bruno Nardon (Kanui e Rappi Brasil) criou um novo braço de negócio, o G4 Club. O clube já atraiu mais de 130 empresários brasileiros em busca de ferramentas, conhecimento, práticas de gestão e até ações sociais que impulsionam diversos setores da economia. “O G4 Club surgiu da necessidade dos empresários de contar com um ambiente de troca e de ter uma educação continuada, onde eles possam trocar com outros empresários de uma forma que essa rede possa gerir resultados sinérgicos e contínuos para todos”, explica Tony Celestino, CEO do G4 Club.

Nessas reuniões, os empresários fazem imersões que possibilitam acessar insights sobre gestão, vendas e growth através de aulas ministradas por professores da Ivy League, como a Harvard Business School e MIT (Instituto de Massachusetts), todas com tradução simultânea, para quem não domina a língua inglesa.

“O desenvolvimento organizacional mesmo que de empresas de setores tradicionais requer técnicas inovadoras de gestão. E desvendar as regras desse novo mundo disruptivo, que tem feito a economia global dar saltos imensos, está entre as motivações que nos levaram a juntar empresários para compartilhar suas experiências e criar uma verdadeira rede. Essa troca de técnicas e viver momentos, até mesmo descontraídos, nos ajudando a produzir melhor, desempenhar melhor e conhecer ainda mais sobre mercado”, aponta o CEO do G4 Club.

Um dos objetivos do grupo com todo o ecossistema impactado pelo Gestão 4.0 e seus produtos, como o G4 Club é a criação de mais de 1 milhão de empregos no país até 2030.

A volatilidade do mercado exigem extrema profissionalização adotada pelos empreendedores, proporcionando agilidade e criatividade no desenvolvimento de soluções mais complexas. “E é isso que impacta lá na ponta do negócio, como a geração de empregos, além de toda a disrupção que uma empresa precisa hoje para sobreviver e crescer”, comenta Celestino. Outro expressivo dado trazido pelo executivo diz respeito ao crescimento de empresas que já estão dentro do clube. “Há associados que vivenciaram 40% de crescimento nos negócios depois que se juntaram a nós”.

O último encontro de empresários realizado pelo G4 Club, foi chamado de G4 Class, no Club Med, no Rio de Janeiro. Foram mais de 19 horas de conteúdo compartilhado, envolvendo nomes como Rory MacDonald, professor de Harvard, eleito um dos melhores professores ‘under 40’ do Mundo, Gustavo Montezano, Presidente do BNDES e Carlos Burle, surfista de ondas gigantes. “A gente reuniu 184 pessoas com sede de troca, de networking, todo mundo ali tinha um objetivo de incentivar novas experiências, de aprender um com o outro e aplicar esse conhecimento em cadeia. E a gente também pratica esporte. Existe toda uma experiência criada em torno desse evento, e tudo isso tem o propósito de colocar o empreendedor como impulsionador de uma economia em crescimento. Não se faz isso estando 24 horas dentro de um escritório, os momentos de lazer também são responsáveis pelo bom desempenho”, ressalta Celestino.

Para o pesquisador americano Simon C Parker, o empreendedorismo e o crescimento econômico estão diretamente relacionados. De acordo com ele, o financiamento de novos negócios está mais disponível sempre que a economia está crescendo, além disso a criação de novos negócios auxilia na saída de uma recessão e até mesmo o bom momento do empreendedorismo impulsiona pessoas desempregadas a criarem seus próprios negócios.

“O nosso propósito com o G4 Club é que a união de vários empreendedores culmine sempre em melhores práticas para o mercado no Brasil e até mesmo no mundo. Ações sociais também são muito importantes, esse networking ajudou a gerar doações de cilindros de oxigênio para Manaus quando o estado sofreu sua pior crise sanitária com a pandemia. Além dela, outras inúmeras ações são realizadas constantemente, a fim de fazer uso do capitalismo consciente e da rede de apoio e contatos que empresários brasileiros possuem”, finaliza.

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