O mundo do Metal ganha mais um Priest

Enquanto houver um fã de heavy metal respirando, os nomes K.K. Downing e Priest estarão associados.

O mundo do Metal ganha mais um Priest

Muita experiência, qualidade e coesão. Some a tudo isso uma motivação que a rejeição dos ex-companheiros ocorrida há 10 anos proporciona. Enquanto houver um fã de heavy metal respirando, os nomes K.K. Downing e Priest estarão associados.

Para a felicidade da nação headbanger, as fornalhas dos deuses do metal fundiram esses nomes e no próximo dia 20 de agosto chegará Sermons Of The Sinner, do KK's Priest.

K.K. dedicou 34 anos ao Judas Priest, com 16 álbuns de estúdio e 138 músicas. A banda, em comunicado oficial de abril de 2011, informou que continuariam apesar da aposentaria de do guitarrista. Ian Hill em uma entrevista disse que ele cuidaria de seu campo de golfe. K.K. nega, dizendo que todos combinaram de pendurar as chuteiras juntos.

Tretas à parte e passados esses 10 anos, ninguém está aposentado. Pelo contrário. O Judas lançou Firepower em 2018, álbum aclamado pela crítica e K.K. formou um time de muito respeito para um retorno triunfante: Os ex-companheiros de Judas Tim "Ripper" Owens para os vocais e Les Binks para as baquetas, mas com uma lesão no pulso, afastou-se temporariamente da banda para não atrapalhar o processo de gravação, além de Tony Newton no baixo, A.J. Mills na outra guitarra e Sean Elg em substituição na bateria.

 

 

Vamos ao que interessa então. Já são dois singles liberados: Hellfire Thunderbolt, lançado em maio e, no mês de junho, a faixa título. Tenho certeza que ao ouvir, você, meu amigo que adora heavy metal, pensará: “Ah, mas isso aí é Judas Priest!!!”. Ok, concordo. A questão é que se trata do que o Judas fez de grandioso de Ram It Down até Nostradamus.

Ambas as faixas trazem K.K. em grande forma, tanto nos riffs quanto nos solos, Tim Owens mostrando mais uma vez porque foi o escolhido para substituir Rob Halford, atingindo notas que fazem os lobos uivarem e não há nenhuma decepção com os coadjuvantes, que mantém uma base sólida, com destaque para Sean Elg na bateria, que traz dos seus tempos de Cage uma pegada Power Metal.

Os temas abordados nas letras não são originais: pecadores, aço, metal e tempestades de raios forjados nas fornalhas do inferno, mas duvido que desagrade os true metal fans!

Potencial para que seja um dos grandes lançamentos do ano existe. Que assim seja!