Oswaldo Vecchione, do Made in Brazil, promete não deixar o rock morrer

Vocalista da banda de rock mais antiga em atividade no Brasil, o músico falou sobre seu retorno aos palcos após sofrer um AVC em 2020.

Oswaldo Vecchione, do Made in Brazil, promete não deixar o rock morrer
Foto: Marcos KK

Oswaldo Vecchione, fundador do Made in Brazil, concedeu uma entrevista ao jornalista Felipe Branco Cruz, da revista Veja. Vocalista da banda de rock mais antiga em atividade no Brasil, o músico falou sobre seu retorno aos palcos após sofrer um AVC em 2020, enquanto se pareparava para comemorar o Dia Mundial do Rock.

Na manhã do último dia 13 de julho, o músico sentiu que o lado esquerdo do seu corpo estava paralisado. "De cara, eu suspeitei que havia sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e chamamos o Samu. Em menos de uma hora, eu já estava fazendo uma tomografia e o diagnóstico, infelizmente, confirmava minha suspeita", disse Oswaldo. "Aquele foi o dia do Rock mais triste da minha vida". 

O músico fez um tratamento de fonoaudiologia e fisioterapia e, segundo os médicos, a recuperação seria lenta, mas era possível recuperar os movimentos do corpo. "Graças a Deus, em menos de dois meses, eu já havia recobrado o movimento do rosto e podia falar. Mais importante: conseguia cantar normalmente", explicou Vecchione. 

"Foi o suficiente para, sentado em uma cadeira de rodas, voltar aos palcos para fazer dois shows emocionantes no interior de São Paulo, um em Mogi Mirim, cidade onde moro, e outro em Amparo, além de uma live em São Paulo. Ainda continuo sem movimento de um lado do corpo, e nos shows não consigo tocar baixo. Mas toco gaita, percussão e também canto. Fiquei tão otimista com o resultado que até encomendei um novo instrumento – que espero usar bastante no futuro", disse o músico. 

A banda, que está celebrando 54 anos de carreira, pretende lançar ainda neste ano o livro História de Uma Banda de Rock Made In Brazil, com 54 histórias do grupo. O Made In Brazil tem um repertório pronto com cerca de 14 músicas inéditas e em breve irá gravar seu mais novo álbum, batizado de Resistência.

Independentemente de seu estado de saúde, Oswaldo Vecchione pretende continuar na estrada. "Enquanto houver tesão e ideias, vou botar tudo para funcionar. Em 13 de julho deste ano, certamente, irei comemorar mais um Dia Mundial do Rock. E prometo que jamais vou deixá-lo morrer", disse Vecchione.

 

Fonte: Veja