O International Slavery Museum, em Liverpool, concluiu que não há conexão entre Penny Lane, rua que ficou famosa pela música dos Beatles, e James Penny, um comerciante de escravos da região.

A origem do nome de Penny Lane foi questionada depois que um assessor de imprensa do museu em Albert Dock, em Liverpool, sugerir que a rua era uma homenagem a James Penny. A estrada é uma das várias da cidade mencionada em uma exposição sobre ruas nomeadas em homenagem a comerciantes de escravos. Esta nova declaração descarta as suspeitas do museu sobre o nome.

Numa pesquisa que envolveu Laurence Westgaph (historiador sobre a escravidão de Liverpool), Tony Tibbles (Guardião Emérito da História da Escravidão e ex-diretor do Museu Marítimo de Merseyside) e Glen Huntley (historiador e blogueiro), foi declarado que não há nenhuma evidência histórica ligando Penny Lane a James Penny.

De acordo com Ralph MacDonald, historiador local e guia turístico, Penny Lane apareceu pela primeira vez em um mapa na década de 1840 como Pennies Lane, quase meio século após a morte de James Penny, em 1799. Antes disso, era uma estrada sem nome, distante do centro da cidade. Ele também disse que sua pesquisa não conseguiu descobrir uma razão precisa para o nome Penny Lane.

Como parte dos recentes protestos da Black Lives Matter, as placas de rua de Penny Lane foram desfiguradas, usando tinta preta para apagar a palavra “Penny” e colocar “Racist” acima da placa. Pouco depois, o prefeito de Liverpool, Steve Rotherham, disse que o significado histórico de Penny Lane deveria ser investigado.