Projeto Valkirias amplia operações por maior inclusão de mulheres nos eSports

O projeto, que agora é uma organização, pretende formar novas jogadoras, streamers, casters e profissionais de staff.

Projeto Valkirias amplia operações por maior inclusão de mulheres nos eSports

O Projeto Valkirias, um dos principais coletivos de mulheres no eSports, passou por reformulação interna e aumentará as operações para ter mais eficácia na luta contra a desigualdade de gênero. O crescente número de mulheres atuando no mercado de esportes eletrônicos se dá muito pelo impacto gerado por coletivos e ações que lutam por uma maior representatividade feminina no meio gamer. 

O projeto, que agora é uma organização, pretende desenvolver uma atuação mais ampla na inclusão de mulheres no cenário de esportes eletrônicos. O Projeto Valkirias atuará em novas frentes, capacitando mulheres por meio de uma agência de talentos. O objetivo é formar não apenas jogadoras, mas também profissionais de staff (como managers, coaches e psicólogas), casting (narradoras e comentaristas), assim como streamers e influenciadoras digitais. 

Pam Mosquer, CEO e fundadora do Projeto Valkirias, comentou sobre as expectativas em torno dessa nova reestruturação da organização. "Temos altas expectativas em torno dessa reformulação, principalmente porque conhecemos nosso potencial e importância pra esse movimento das mulheres no eSports. Nosso objetivo é cada vez atingir e acolher mais mulheres, e agora mais que nunca queremos e podemos inseri-las no mercado de trabalho efetivamente", comentou a diretora. 

 

Pamela Mosquer, fundadora e CEO do Projeto Valkirias  -  Foto: Reprodução/Instagram

 

O Projeto Valkirias dará assistência jurídica para suas inscritas. Medidas legais estão sendo preparadas para evitar fraudes ou que as estudantes aceitem propostas que não são se mostram valorizadas por parte da contratante. "O objetivo disso é justamente nos certificar que nossas meninas estarão em boas mãos e não serão usadas como vitrine ou exploradas", explicou Pam Mosquer. 

A organização estará presente em todas as partes: antes, durante e após a contratação da estudante. A fiscalização se faz necessária para que as mulheres que passarem pelo coletivo tenham respaldo caso sofram situações desconfortáveis. "Nossa proposta é preparar da melhor forma possível as meninas, não só teoricamente pra que elas saibam fazer sua função na org, mas sim que elas saibam lidar com situações desconfortáveis dentro de organizações. Acredito que o primeiro passo é capacitá-las e dar a visibilidade que elas precisam", reforçou Pam.