Quartararo joga partida perfeita, anula potência alheia e dá outro passo rumo ao bi

Em um grid repleto de motos mais potentes, o francês executou a estratégia a perfeição

Quartararo joga partida perfeita, anula potência alheia e dá outro passo rumo ao bi

Por: Terra

A Yamaha pode até não ser a melhor moto do grid — o Mundial de Construtores, pelo menos, diz que ela não é —, mas Fabio Quartararo mostra mais e mais que é mesmo o melhor piloto do pedaço. Campeão vigente, o francês de Nice deu neste domingo (19) mais um passo rumo ao bicampeonato da MotoGP.

Segundo em um grid repleto de Ducati — a mais rápida e, supostamente, melhor moto do pedaço —, Fabio tem conseguido fazer frente ao poderio italiano com um equipamento que tem a velocidade como a maior fragilidade. Neste domingo, por exemplo, Jack Miller atingiu o máximo de 300,8 km/h, enquanto Fabio não passou de 294,2 km/h. A menor velocidade máxima foi registrada por Darryn Binder, que ficou em 282,7 km/h.

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Ciente das deficiências que a YZR-M1 têm, Quartararo sabe o que precisa fazer. Largar na frente é condição sine qua non para um bom resultado. E assim ele tem feito. Com exceção do GP do Catar, quando saiu em 11º, o piloto de Nice esteve sempre nas duas primeiras filas, ciente de que precisa tomar a frente o mais rápido possível se quiser ter chances de vencer.

Fabio precisa mostrar as cartas na largada, pois, se depender do confronto direto com as Ducati, a fragilidade do motor Yamaha o deixa muito exposto. O plano é se colocar à frente dos rivais na saída, imprimir o ritmo forte que ele costumeiramente tem e aí levar para casa o máximo de pontos possível.

Hoje, em Sachsenring, um doente Quartararo conseguiu executar o plano à perfeição. Mesmo tossindo e espirrando ao longo de todo o fim de semana, Fabio deu o bote na curva 1, resistiu ao primeiro ataque de Francesco Bagnaia, viu o italiano pagar pela própria impaciência e disparou na ponta para vencer pela terceira vez no ano e ampliar para 34 pontos a vantagem a vantagem na classificação do Mundial de Pilotos.

Com dez corridas ainda pela frente, é cedo para dizer que o campeonato está definido, mas fica cada vez mais evidente que se alguém quiser frear o bicampeonato de Quartararo, terá de elevar consideravelmente a performance, pois o francês colocou o sarrafo lá para cima.

"Foi muito pior do que na Indonésia, inclusive pior para mim, que fui em primeiro toda a corrida", contou Fabio, que encarou uma corrida sob calor de 35°C, com a pista chegando aos 51ºC. "Parecia uma corrida de endurance. Mas é incrível poder vencer em um circuito que eu nunca gostei muito. Foi uma corrida muito boa", seguiu.
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"O mais difícil de gerir é quando você está a 1s, como no início, que pode forçar mais. Mesmo assim, eu sabia que com o macio do ano passado, não ia aguentar. O pneu esquentou muito mais do que o esperado", comentou.

Na corrida deste domingo, Fabio foi na contramão da maioria na escolha de pneus. Enquanto quase todos optaram pelo pneu traseiro duro, o #20 calçou o médio, junto apenas com Pol Espargaró e Maverick Viñales, que fez essa opção apenas às vésperas da largada.

"Gosto de ser diferente. Todo mundo ia com o duro e sabia que se quiséssemos fazer a diferença, teríamos de fazer isso. O ritmo foi mais baixo para todo mundo e eu estava melhor com o médio", contou. "De manhã, quando o engenheiro da Michelin veio e me disse que eu estava com o médio só como Joan [Mir, que mudou de ideia e largou com o duro] e Pol, meu chefe de mecânicos me olhou um pouco estranho, mas eu decidi ficar assim", contou.

A MotoGP volta às pistas na próxima semana, para o GP da Holanda, em Assen, 11ª etapa da temporada 2022. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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