O baterista Roger Taylor, do Queen, conversou com a Rolling Stone sobre a chance de lançar um segundo filme a respeito da banda – uma espécie de “Bohemian Rhapsody 2”. O músico descartou a possibilidade, a não ser que apareça alguém com uma “ideia de gênio”.

Inicialmente, o entrevistador contou que conversou com o guitarrista da banda, Brian May, há alguns meses e que, na ocasião, ele revelou que existiram conversas sobre um novo filme do Queen. Porém, tanto May quanto Roger Taylor decidiram que não iria acontecer.

Agora, Taylor destacou que não há qualquer plano para um novo filme. “Acho que precisamos olhar para trás e refletir se isso seria algo crível ou credível de se fazer. O filme fez muito sucesso. Ficamos encantados, obviamente. Porém, eu não gostaria de ser visto como alguém que está lucrando. Teria que ser um roteiro muito, muito bom e um cenário que fizesse funcionar. Agora, não consigo pensar em nenhuma forma de fazer uma sequência”, afirmou.

O baterista concorda que os anos finais do Queen, após o show no Live Aid em 1985 (onde o filme se encerra), foram bastante movimentados. O vocalista Freddie Mercury morreu em 1991, em decorrência do vírus HIV, mas gravou três álbuns com a banda e lançou dois discos solo (um deles, com Montserrat Caballé) antes de falecer, além de ter realizado uma turnê final.

“Se alguém chegar com uma ideia de gênio, talvez a gente pense sobre isso (risos). Agora, estamos muito felizes com o que o filme conquistou. Há tantas sequências que não combinam com o filme original. Há, obviamente, algumas que funcionam, mas acho que é um território perigoso”, disse Taylor.

Ainda durante o bate-papo, Roger Taylor refletiu sobre à “nova fama” que o filme “Bohemian Rhapsody” deu ao Queen nos Estados Unidos. A banda teve momentos impopulares no país, especialmente a partir da década de 1980.

“Julgando pela última turnê, tivemos um grande público (nos Estados Unidos). Todos os ingressos vendidos. Foi muito gratificante. Acho que tivemos uma nova infusão de fãs mais jovens que viram o filme e curtiram. Provavelmente, ouviram algumas de nossas músicas em eventos esportivos ou algo assim, mas não nos conheciam de verdade. Ficamos muito gratos por conseguirmos durar por mais gerações”, afirmou.