Sebastian Bach afirma que 'gravações das bandas em estúdio' nunca superarão 'os músicos de verdade'

"Eu nunca tive problemas em fazer coisas no estúdio que poderiam ser impossíveis de fazer ao vivo, porque para mim, fazer um disco não é o mesmo que fazer um show"

Sebastian Bach afirma que 'gravações das bandas em estúdio' nunca superarão 'os músicos de verdade'

Sebastian Bach sairá em sua turnê de 30 anos do álbum Slave to the Grind. O segundo LP de sua antiga banda, Skid Row, está cheio de excelentes momentos vocais e gritos que perfuram os ouvidos — uma façanha difícil de replicar nos palcos todas as noites. Mas a cantor de 53 anos diz  que sempre foi assim.

"Estou interpretando para mim agora, mas nunca houve um momento na minha vida em que eu pudesse ter feito discos em apenas um tiro", diz Bach. "Esse álbum é uma criação de estúdio que nós nos esforçamos ao máximo. E eu nunca tive problemas em fazer coisas no estúdio que poderiam ser impossíveis de fazer ao vivo, porque para mim, fazer um disco não é o mesmo que fazer um show. Os Beatles nunca saíram e fizeram o Sgt. Pepper com todo o som e todas essas coisas. Eles gravaram um disco, e depois fizeram um show. São duas coisas diferentes. Mas eu estou me esforçando ao máximo para dar o meu melhor".

Gravar Slave to the Grind foi um imenso desafio para Bach, mesmo sendo um jovem de 22 anos com um timbre sobre-humano e apetite por controvérsias. Ele não poupou a voz enquanto gravava os gritos melódicos e harmonias no álbum, mesmo tendo que tirar algumas semanas de folga do canto após. "Eu estava tentando forçar minha voz o mais forte que pude, mas às vezes você pode pressioná-la demais, e esse disco é um grande exemplo disso", diz ele.

Hoje em dia, diz Bach, monitores in-ear facilitam a execução de canções tão exigentes sem levar sua mistura de palco a níveis ensurdecedores. "Eu tenho isso em um volume confortável, porque quando estou pensando em três meses de shows, não vou machucar meus ouvidos", acrescenta. "Eu não vou sacrificar minha audição para o rock 'n' roll, não importa o quanto eu o ame. Às vezes é muito alto, e às vezes você é muito velho".

Para Bach, isso significa manter seu show 100% ao vivo - sem faixas de apoio permitidas. "Não vejo muitas bandas chegando que vão substituir [os clássicos astros do rock]", diz ele, "porque muitas delas dependem de fitas, e isso não vai fazê-los passar pelo teste do tempo. Vai haver um momento em que essas bandas de gravações vão ter que fazer isso de verdade, e as pessoas vão dizer, "Isso é uma piada." E eu só sei que músicos de verdade batem no seu coração muito mais forte do que caras imitando uma fita."