Anthrax: Diversão com ambição

Anthrax: Diversão com ambição

Encaixado como foi entre o aclamado álbum de 1987 Among the Living e o grande Persistence of Time de 1990, State Of Euphoria sempre pareceu ser o mais considerado da ninhada dos anos 80 do Anthrax. O guitarrista Scott Ian foi franco sobre sua insatisfação com o álbum, tanto sonoramente quanto em termos de músicas, mas State Of Euphoria ainda é considerado com enorme carinho por aqueles que testemunharam a ascensão do Anthrax à glória do thrash metal. Na edição habilmente remasterizada do 30º aniversário confirma que, na realidade, é realmente poderoso.
Tenho a sensação que hoje ele é muito mais pesado e mais energético do que em 1988. O quarto álbum do Anthrax tem nada mais nada menos do que Be All End All, Now It's Dark, Finale e Antisocial (cover dos franceses Trust), a banda tinha quatro clássicos instantâneos. O resto é quase tão bom; Who Cares Win, Of Sight, Out Of Mind e Misery Loves Company são joias não cantadas. Eu realmente só não gosto neste álbum de Schism, que excede o limite do mais do mesmo.
O colecionador mais exigente foi atendido no material bônus, pois realmente é o verdadeiro atrativo aqui. Todos os lados B da era State Of Mind estão presentes, incluindo uma versão  em francês de Antisocial e, infelizmente, uma verão muito festiva, porém sem graça de Friggin' In The Riggin' (melhor ouvir direto Sex Pistols) que provavelmente parecia uma boa ideia na época (mas não era). Mas são as gravações demo do baterista Charlie Benante são um espetáculo a parte, pois ele prova porque é um dos integrantes mais querido dos fãs. 
Você pode ouvir as músicas do álbum sendo montadas em tempo real, riffs clássicos sendo trabalhados em guitarras acústicas e da forma mais seminal possível, o som do Anthrax surgindo no estúdio. Fica o exemplo do Anthrax para todas as outras bandas, pois é assim que uma edição comemorativa deve ser apresentada para a legião de fãs!
 

Paulo Souza