Todd La Torre: Um músico surpreendente

Rejoice in the Suffering foi lançado em fevereiro de 2021

Todd La Torre: Um músico surpreendente
Rejoice in the Suffering

Todd La Torre nasceu na Flórida e sempre foi estimulado por seus pais sobre o mundo da música. Ganhou uma bateria aos 7, aos 10 o primeiro violão clássico e com 14 anos já participava de bandas em sua comunidade, na cidade de São Petersburgo, EUA, como baterista.

Quando o músico assumiu os vocais no Queensryche (na realidade Rising West), sua experiência se resumia a apresentações e um quase álbum com a banda Crimson Glory da qual fez parte por 3 anos.

Na verdade, quando percebeu que o futuro com o Crimson Glory era incerto, aceitou fazer uma demo depois de uma longa conversa num encontro com o guitarrista Michael Wilton em um restaurante em 2012. A ideia era de fazer parte de um projeto paralelo ao Queensryche, já que estava decidido que Geoff Tate não seria mais o vocalista da banda (conto essa estória em outra ocasião).

Todd se considera um baterista que também canta, mas não é bem assim. Em suas primeiras  composições gravava todos os instrumentos, além obviamente dos vocais. Possuidor de um timbre de voz amplo, suave quando necessário mas também rasgado e muito próximo ao do próprio Geoff sendo que impressionou o próprio quando este assistiu a ex-banda em Barcelona e fez questão de cumprimenta-lo.

Sobre Rejoice in the Suffering, seu álbum de estreia na carreira solo, gravou também a bateria e guitarras rítmicas e seu amigo de longa data Craig Blackwell ficou encarregado das guitarras, baixo e teclados. Um disco feito em sua maioria a quatro mãos. Conta ainda com as participações de especiais de Jordan Ziff, que toca a segunda metade do solo de guitarra na faixa-título e Al Nunn, que toca teclado em One by One.

O laço de amizade traz um entrosamento e a química é muito boa. Um Heavy Metal direto e sem frescuras, agressivo. A audição fará você lembrar de Metal Church, Accept, Judas Priest, Fight, Queensryche e isso é uma ótima notícia.

 Minha avaliação é de que trata-se de um álbum de Heavy Metal, dos bons. Toneladas de riffs, bateria furiosa e, acredite, muita melodia. Destaque para as duas primeiras faixas Dogmata e Pretenders, além da faixa título.

Todd La Torre chegou pra ficar. Mostrou-se um artista que consegue se sair bem dando continuidade ao trabalho do Queensryche e agora em seu primeiro disco solo. Inspiração não falta para novos materiais. Espero que não demore.