ToxicRose: In for the Kill

In for the Kill é o segundo álbum dessa grande banda pronta para uma grande jornada

Amon Amarth, Meshuggah, Evergey, Arch Enemy, Dark Tranquility, The Hives, The Hellacopters, Sabaton, Opeth, Marduk, Europe, 220 Volt; e tantas e tantas outras que já consolidaram suas presenças no cenário do rock pesado mundial.

Mas hoje a resenha não é de nenhuma dessas. Falaremos de In for the Kill do ToxicRose

A história da banda começa em Estocolmo no ano 2010. Seu primeiro EP auto intitulado foi lançado em 2012, sendo que o primeiro full lenght, Total Tranquility, chegou em 2016. 

É inegável que os caras tem uma identidade, uma pegada anos 80 Glam metal. A mudança na formação, agora com o baixista Johannes Sandberg no line-up não significou uma grande mudança no estilo. Uma análise minuciosa deste álbum mostra um ToxicRose um pouco mais melódico mas sem abandonar o peso (bastante peso!).

Porém, os caras não vivem só de saudosismo. Com seus riffs duros que não estariam fora do lugar no repertório de nenhuma banda de heavy (e até thrash), e a audição de Domination demonstra claramente isso.  

Durante todo o álbum temos um sleaze rock com um toque de heavy metal, uma pitada de metal sinfônico, e é essa fórmula que torna as composições imprevisíveis e surpreendentes.

Falaremos agora sobre a voz do vocalista Andy Lipstixx, que de cara não surpreende de cara (e até faz com que você imagine aquela sonzeira com um vocal mais melódico). Mas temos uma paisagem musical diferenciada aqui. A concepção da banda é sair do lugar comum e a linha vocal torna isso mais evidente.

A produção é toda impecável. Graves e agudos em seus devidos lugares, não há sobreposição de instrumentos e o já citado vocal bem ajustado. Esses cavalheiros se saíram bem.

Destacaria Blood On Blood, que foi lançada como single no ano passado, a faixa-título bem grooving In For The Kill e a ótima Domination (veja o vídeo), que visita o Glam em seus bancking vocals, com alguma coisinha de power metal e ainda consegue surpreender no meio com um riff de guitarra grandioso.

Resumo da novena: esses suecos chegaram para ficar. Com essa capacidade de misturar esses estilos musicais não serão rotulados disso ou daquilo, pois exalam personalidade. A banda com sede em Estocolmo conseguiu entregar um bom álbum, e o ToxicRose promete noites selvagens e cheias de energia quando estiver na estrada.

Line Up:

Johannes Sandberg                                                  Bass
Michael Sweet                                                           Drums (2010-present)
Tom Wouda                                                               Guitars (2010-present)
Andy Lipstixx                                                              Vocals (lead vocals) (2010-present)

Track List:

1.    Blood on Blood    
2.    Heroes     
3.    In for the Kill    
4.    Remedy    
5.    Angel Down  
6.    Outta Time    
7.    Domination   
8.    Open Up 'N' Bleed 
9.    New Breed       
10.  The Great Escape 

Um grande álbum para quem aprecia novidades e grandes bandas!

Paulo Souza